Cúpula dos Povos: Vozes da América Latina se reúnem para debate crítico à Cúpula do G20

Coletivo internacional de entidades realiza mobilização independente e autônoma, para um debate crítico à Cúpula de Líderes do G20. Com convidados do Brasil, América Latina e Caribe, encontro será dia (14) partir das 14h, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Neste próximo dia 14 de novembro (quinta-feira), o Rio de Janeiro–RJ sedia a Cúpula dos Povos frente ao G20. O encontro será das 14h às 19h (horário de Brasília), na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), à Rua Araújo Porto Alegre n.º 71, no Centro da capital fluminense. Para participar, é necessário inscrição prévia até dia 12/11 clicando aqui. Para jornalistas e comunicadores/as, acesse o credenciamento de imprensa. A Cúpula dos Povos é uma atividade autônoma e independente, por iniciativa de um coletivo internacional de organizações da sociedade civil, redes, sindicatos e movimentos populares. A atividade na ABI ocorre em paralelo à programação oficial da Cúpula de Líderes do G20, que vai reunir chefes de Estado e de governo das vinte entre as maiores economias globais (G20), nos 18 e 19 de novembro próximo, também na capital fluminense Como parte da mobilização, no dia 16 de novembro (sábado), o coletivo organizador da Cúpula dos Povos realiza a Marcha “Palestina Livre do Rio ao Mar. Fora Imperialismo!”. A concentração é a partir das 8h, no Posto 6 da praia de Copacabana, com caminhada até o Posto 3. Programação No dia 14, na ABI, a partir das 14h, convidadas e convidados de todas as regiões do Brasil, países América Latina e Caribe participam numa das quatro plenárias temáticas que ocorrem simultaneamente: Às 17h, ocorre uma plenária unificada para a partilha dos principais debates e deliberações realizados durante a tarde nas plenárias simultâneas. A conclusão dos trabalhos é às 18h30, com uma Mística dos Povos marcando a continuidade da mobilização coletiva rumo à Conferência do Clima (COP 30), que se realiza em 2025, em Belém (PA). O encerramento tem momento cultural com roda de samba a partir das 19h30, na Rua Alcindo Guanabara, na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. Sobre a Cúpula dos Povos frente ao G20 Da mesma forma que na Cúpula dos Povos da Rio+20, em 2012, o coletivo de entidades que articulam a mobilização neste 2024 tem como objetivo disputar a agenda e promover um debate crítico à Cúpula do G20, buscar a construção de alternativas frente aos desafios da conjuntura e denunciar as falsas soluções propostas pelos países membros do Grupo dos 20 para as múltiplas crises da atualidade. Além de apontar as contradições do G20 e sua parcela de responsabilidade na produção de desigualdade social e econômica no planeta, também são bandeiras das organizações e dos movimentos populares temas como a urgência de novas abordagens à questão ambiental; a luta antirracista; e a solidariedade internacional, como no caso do povo palestino e a situação na Faixa de Gaza. O processo organizativo vem sendo construído coletivamente desde o início do ano, com o lançamento oficial da Cúpula dos Povos no último 14 de setembro, com caminhada e ato público na Via Ápia da Rocinha. SERVIÇO Cúpula dos Povos Frente ao G20Dia: 14 de novembro de 2024 (quinta-feira)Hora: 14h às 19h (horário de Brasília) Local: Associação Brasileira de Imprensa – ABIRua Araújo Porto Alegre nº 71 – Centro – Rio de Janeiro Inscrição de participantes clicando aqui.Para jornalistas e comunicadores/as, acesse o credenciamento de imprensa. Marcha “Pela vida acima do lucro: povos e natureza não estão à venda” 16 de novembro de 2024 (sábado)Concentração a partir das 8h no Posto 6 – Copacabana – Rio de Janeiro *Matéria publicada na CNBB
COP 29: Desafios e Oportunidades para o Reconhecimento das Comunidades Locais na UNFCCC

Ontem (11/11), na COP29 em Baku, lideranças e organizações se reuniram para debater os desafios e oportunidades para o reconhecimento das comunidades locais e tradicionais na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O encontro contou com a participação de representantes como Selma Dealdina Mbaye, coordenadora política da CONAQ; Cleidiane Vieira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Gustavo Sánchez Valle, presidente da Red MOCAF; Marco Tulio Scarpelli Cabral, chefe de gabinete da Secretaria de Clima do MRE; Selvyn Pérez Aju, representante da UTZ Che; e Vivian Maycruz, do Ministério do Meio Ambiente da Guatemala. A discussão abordou a importância de fortalecer a representatividade quilombola e de outras comunidades tradicionais na agenda climática internacional, garantindo que seus direitos e necessidades sejam considerados nas negociações e decisões. A Cúpula dos Povos, iniciativa independente de movimentos e organizações sociais brasileiras, tem atuado como espaço de mobilização e articulação em prol de uma agenda ambiental inclusiva para a próxima COP30, em Belém, em 2025. Cleunice Vieira, representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Cúpula dos Povos, esteve presente no painel e comentou ao final as expectativas e demandas do movimento em relação às negociações climáticas. “Estamos nesse processo de construção e fortalecimento da Cúpula dos Povos rumo à COP30. Nestes dias, participaremos de diversos debates para discutir como estão nossos processos de construção no Brasil, como estamos promovendo a internacionalização da Cúpula, o envolvimento da sociedade civil e como faremos de Belém um espaço democrático na luta pela defesa do clima”, afirmou Cleunice, ressaltando a importância da Cúpula dos Povos e das articulações para a COP30. A REPAM-Brasil, como parte da Cúpula dos Povos, que reúne mais de 400 organizações, está à frente da Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, projeto de articulação da REPAM rumo à COP 30, com sede em Belém-PA. O objetivo é fortalecer a defesa dos territórios e da biodiversidade amazônica, alinhado com os preparativos para a COP30. Este processo de fortalecimento e internacionalização visa estabelecer um plano de ação robusto em defesa do clima e da justiça social, reunindo vozes diversas e comprometidas com uma transição sustentável.
Financiamento, transição energética e demarcação de terras são pautas da Amazônia indígena na COP29

Povos indígenas do Brasil, Austrália e Ilhas do Pacífico lançarão troika para fortalecer incidência durante a conferência do clima Por: Valdeniza Vasques Texto Publicado por COIAB Lideranças indígenas da Amazônia brasileira participam da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2024, a COP29, que ocorre em Baku, capital do Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro. Formada por representantes da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a delegação defenderá, durante a conferência, pautas como financiamento direto para organizações indígenas, transição energética justa, protagonismo da juventude indígena no equilíbrio climático e demarcação de territórios. Um dos destaques da participação da Coiab na COP29 será o lançamento da troika entre os povos indígenas do Brasil, Austrália e Ilhas do Pacífico como estratégia de incidência nas agendas climáticas internacionais, visando uma co-presidência indígena na COP30, que ocorre em 2025 no Brasil, e a COP 31, que deve ocorrer na Austrália em 2026. A troika se junta às iniciativas do movimento indígena da Amazônia brasileira na luta pela justiça climática e pela biodiversidade. Recentemente, durante a COP16 da Biodiversidade, ocorrida em Cali, Colômbia, organizações indígenas da bacia amazônica lançaram o ‘G9 da Amazônia Indígena’, uma coalização internacional com o objetivo de reunir as demandas dos povos indígenas em defesa da conservação, preservação e combate às mudanças climáticas. Segundo o coordenador-tesoureiro da Coiab, Avanilson Karajá, a Coiab reforçará durante a COP29 a urgência de uma transição energética que respeite os direitos dos povos indígenas e seus territórios. “Não podemos permitir que os países continuem a explorar minérios, petróleo e gás, ou que planejem fazer isso em terras indígenas, como se essa fosse uma solução para a economia. Embora a COP29 aconteça em um país produtor de petróleo, o Azerbaijão, é fundamental lembrar que não há vida em um planeta em chamas. As evidências são claras: o aquecimento global só aumenta, e as consequências da exploração destrutiva dos recursos naturais se tornam cada vez mais visíveis”, afirma a liderança. Avanilson ressalta que os povos indígenas são essenciais para o combate à atual crise climática. “Preservamos nossos territórios e lutamos contra os efeitos da crise climática e a destruição das nossas florestas. Estamos articulando uma rede de apoio com povos indígenas dos países do G9 da Amazônia, formando uma coalizão com autoridades de todos os nove países da Bacia Amazônica, com o objetivo de garantir que os direitos territoriais sejam reconhecidos como uma prioridade nas políticas climáticas. Além disso, estamos construindo uma aliança entre a Coiab, os povos indígenas da Austrália e das Ilhas do Pacífico, com o intuito de fortalecer a co-presidência indígena na COP30. Nosso compromisso é claro: sem a proteção dos nossos territórios, não haverá futuro para o planeta”, completa o coordenador-tesoureiro da Coiab. Acesse a programação completa aqui. Agendas pré-COP29 A Amazônia indígena brasileira também participou dos eventos da pré-sessão da COP29, como a 12ª reunião do Grupo de Trabalho Facilitador da Plataforma de Comunidades Locais e Povos Indígenas FWG/LCIPP), entre os dias 5 e 8 de novembro. O objetivo da LCIPP é é reforçar o envolvimento dos povos indígenas e comunidades locais nos processos da UNFCCC e na implementação do Acordo de Paris. A reunião focou na revisão do plano de trabalho da plataforma e planejamento de ações futuras, com ênfase em participações mais efetivas. Uma das conquistas celebradas foi a inclusão da tradução para o português na metodologia do FWG, o que facilita a participação da delegação indígena brasileira nos processos da plataforma. Os indígenas brasileiros também defenderam uma comunicação interna mais efetiva, uma vez que os povos indígenas possuem grande experiência com mecanismos tradicionais que podem ajudar nas negociações climáticas de forma técnica. Outra agenda pré-COP29 foi a reunião preparatória do Fórum Internacional dos Povos Indígenas sobre Mudanças Climáticas (IIPFCC), o Caucus Indígena, espaço oficial dedicado exclusivamente aos povos indígenas para alinhar conceitos e posicionamentos ligados às pautas de negociação na UNFCCC. O evento ocorreu nos dias 9 e 10 de novembro. A autoridade do clima Sineia do Vale, do povo Wapichana de Roraima, coordenadora do Comitê Indígena das Mudanças Climáticas (CIMC), assumiu a co-presidência do Caucus pela América Latina e Caribe. Ela co-presidirá o Caucus até a COP30, no Brasil.
Painel Quilombola na COP 29: Mulheres Quilombolas Frente à Crise Climática

Vem pro Painel Quilombola na COP 29! Mulheres Quilombolas Frente à Crise Climática: O Manejo das Tecnologias Ancestrais dos Quilombos na Construção de Modelos Sociais Mais Justos, Sustentáveis e Equânimes nos Brasis”, onde líderes quilombolas compartilharão suas visões e práticas para enfrentar as desigualdades sociais e a crise climática. Neste evento, organizado no Pavilhão Brasil no dia 14 de novembro às 15h (horário de Baku), as representantes Maria Aparecida Ribeiro de Sousa (COEQTO, CONAQ), Luzi Borges Olukòso (MIR), Valéria Carneiro (Fundo Mizizi Dudu), Samilly Valadares (Projeto Perpetuar), e Selma Dealdina Mbaye (CONAQ e Vice-Presidente do Fundo Casa) trarão suas experiências e o papel vital das mulheres quilombolas na proteção do meio ambiente e na promoção de justiça social. O painel destaca o uso das tecnologias e saberes ancestrais quilombolas como soluções sustentáveis que buscam construir uma sociedade mais justa, equitativa e resiliente. Serão abordadas estratégias de preservação ambiental, práticas comunitárias de cuidado e modelos sociais inclusivos. Não perca essa oportunidade de ouvir e aprender com as mulheres que, por meio de práticas tradicionais, estão na linha de frente por um futuro mais sustentável!