1º Encontro da Juventude Indígena na Aldeia Yetá: Identidade e Resistência em Foco

Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, da REPAM, debate a construção de pautas coletivas rumo à COP30 em 2025. Ontem, 14 de novembro, na Aldeia Yetá, situada na Terra Indígena Sororó, teve início o 1º Encontro da Juventude Indígena, reunindo mais de 70 participantes. Sob o tema “Identidade e Resistência: Tecendo Redes na Garantia de Direitos”, o evento consolidou-se como um marco na mobilização dos jovens indígenas Aikewara Suruí, fortalecendo suas vozes e reafirmando a importância de sua cultura e território.   Identidade e Cultura   A abertura contou com breve apresentação das lideranças de cada aldeia, destacando o papel da juventude na preservação da cultura e na luta por direitos. O cacique Abil Suruí, da Aldeia Yetá, enfatizou que o encontro era um sonho antigo, finalmente concretizado. “Os ataques aos povos indígenas são constantes. Se não nos prepararmos, seremos atropelados”, ressalta.  A Mesa 1, intitulada “Identidade da Juventude Indígena Aikewara Suruí: Desafios e Potências Ancestrais nas Redes Sociais”, contou com lideranças como o cacique Abias, Matania Suruí e Monete Suruí. Eles ressaltaram o papel das redes sociais como ferramentas de fortalecimento cultural, alertando sobre o impacto da modernidade na identidade indígena.   Monete Suruí destacou a importância da conexão com a ancestralidade. “Nossa terra era grande, hoje está menor. Precisamos trazer os mais velhos para as escolas e reuniões. Saber de onde viemos fortalece nossa identidade e nos prepara para o futuro.”   Clima e Justiça Ambiental   Na Mesa 2, “COP30 e Crise Climática: Estratégias de comunicação como visibilidade nas redes sociais”, temas como mudanças climáticas e a participação dos povos indígenas nas decisões globais foram abordados. Rafael Martins , procurador do Ministério Público Federal falou do papel do MPF em garantir os direitos previstos na constituição os povos indígenas e colocou como agenda a construção de um documento de consulta das demandas territóriais para a COP 30. Discutiu-se também a importância da COP30, que ocorrerá em Belém, destacando a necessidade de estratégias para garantir que as vozes indígenas sejam ouvidas, assim como uma coalisão de forças para garantir que a COP seja um espaço popular de escuta dos povos.  “Iniciamos um processo de enraizamento da mobilização para construir uma articulação antes, durante e depois da COP 30. Esse encontro é fundamental, e o papel da juventude nas discussões climáticas é essencial nesse contexto. Pensar em como ampliar a comunicação territorial também é uma prioridade. Sabemos que os espaços de decisão da COP são restritos, mas, como Mobilização, ao lado de outros movimentos e coalizões, estamos construindo um processo que envia uma mensagem clara aos tomadores de decisão: parte das estratégias e soluções para enfrentar a crise climática devem partir dos territórios.” disse Joana Menezes, articuladora da REPAM rumo à COP 30. Mayara Silva, da Comunicação da Mobilização rumo à COP 30, destacou a importância de democratizar a informação sobre o que é uma COP e levar essas informações de forma mais acessível às bases. “Participar da Cúpula dos Povos, que está reunindo mais de 400 organizações, construindo documento colaborativo é uma maneira da gente tentar construir pautas que atinjam a todos e que a gente possa levar pro governo”, ressalta Mayara Silva.  O 1º Encontro da Juventude Indígena acontece até o dia 15 de novembro, e reforça que a juventude Aikewara Suruí está unida na defesa de sua identidade, cultura e direitos, tecendo redes de resistência que ecoarão por gerações.  

Encontro Internacional da Cúpula dos Povos rumo à COP-30

Durante a COP-29, convidamos todos os movimentos e organizações comprometidos com a justiça climática para nosso primeiro encontro de articulação da Cúpula dos Povos rumo à COP-30. Este momento é fundamental para fortalecer a mobilização global, alavancar estratégias coletivas e garantir uma presença unificada na luta por um futuro sustentável e justo. Nosso olhar já se volta para Belém (PA), Brasil, onde, em 2025, será realizada a COP-30, e reafirmaremos nossos compromissos com a justiça climática e social. Este encontro em Baku representa um passo importante para construir uma presença ativa e influente nos espaços de decisão climática, garantindo que as vozes dos povos sejam efetivamente ouvidas. Data: 15 de novembroHora: 16:00 – 17:00 (Horário de Baku)Local: Meeting Room 16, Área C, Blue Zone, COP-29, Baku Junte-se a nós nessa jornada por uma transformação climática e social real!