REPAM fortalece a Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima no G20 Social no Rio de Janeiro

Entre os dias 14 e 16 de novembro, o Rio de Janeiro recebeu o G20 Social, um encontro paralelo à cúpula oficial do G20, voltado para debates e ações da sociedade civil em torno de temas globais como fome, desigualdade e sustentabilidade. Realizado no espaço Kobra, na zona portuária da cidade, o evento reuniu lideranças nacionais e internacionais, movimentos sociais e organizações comprometidas com justiça climática e social. A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) marcou presença no evento como parte de sua Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima rumo à COP30, contribuindo para os debates e fortalecendo alianças estratégicas. Arlete Gomes, coordenadora de projetos da Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima da REPAM, esteve presente e reforçou a relevância desse momento:“O G20 Social foi fundamental para ampliar nosso olhar e entender como fortalecer iniciativas que dão visibilidade aos rostos dos trabalhadores e trabalhadoras das comunidades tradicionais. Nosso compromisso é garantir que essas vozes estejam representadas na COP30, levando modelos alternativos e sustentáveis de economia que combatem a fome e promovem justiça social.” As feiras organizadas no evento foram um dos pontos altos, trazendo à tona diversas práticas de economia solidária e sustentável. Arlete destacou a importância de replicar essas experiências: “Pensar em prateleiras e feiras que apresentem alternativas econômicas sustentáveis, antes ou durante a COP30, é um movimento essencial. Isso nos desafia a combater a fome e a desigualdade social de forma prática, valorizando a diversidade de iniciativas que emergem das comunidades locais.” A participação no G20 Social reafirma o papel da REPAM como articuladora de ações transformadoras, conectando movimentos sociais e evidenciando a urgência de soluções concretas para desafios climáticos e sociais. Essa experiência fortalece o caminho para a COP30, que promete ser um espaço para consolidar propostas que unam economia verde, justiça social e sustentabilidade.
Cúpula dos Povos entrega cuias amazônicas e Carta Política durante a COP 29

Representantes da Cúpula dos Povos Rumo à COP30 realizaram uma ação simbólica durante a COP 29, em Baku, no Azerbaijão. Foram entregues cuias amazônicas com emblemas a artistas, parlamentares e representantes do governo brasileiro, como representação da luta e resistência dos povos da floresta, do campo, das águas e das cidades. A iniciativa também marcou o fortalecimento da mobilização para a próxima Cúpula dos Povos, que ocorrerá em paralelo à COP 30, em Belém do Pará. Além das cuias, a Carta Política da Cúpula dos Povos Rumo à COP30 foi entregue à deputada federal Gleisi Hoffmann e ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O documento convida a sociedade civil para uma construção coletiva em prol da justiça climática e do bem viver, ao mesmo tempo em que denuncia opressões e violências enfrentadas nos territórios. O processo de fortalecimento e internacionalização da Cúpula dos Povos busca estabelecer um plano de ação robusto em defesa do clima e da justiça social, reunindo diversas vozes comprometidas com uma transição sustentável. Confira aqui a íntegra da carta. A REPAM-Brasil (Rede Eclesial Pan-Amazônica), parte da Cúpula dos Povos e composta por mais de 400 organizações, lidera a Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima. Este projeto de articulação está diretamente alinhado com os preparativos para a COP 30, consolidando Belém como centro estratégico para debates sobre clima e justiça ambiental.
Representantes da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia participam de painel sobre financiamento climático na COP 29

Representantes da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia estiveram presentes no Painel “Financiamento Climático e Povos Indígenas”, realizado durante a programação da COP 29, em Baku, no Azerbaijão. A atividade aconteceu na última quinta-feira (14), no pavilhão da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, e contou com a participação da indígena Josimara Baré e da quilombola Valéria Carneiro. O painel abordou o papel dos fundos indígenas e comunitários como elementos essenciais na arquitetura do financiamento climático, destacando sua importância tanto na COP 29 quanto no contexto preparatório para a COP 30, que acontecerá em Belém, no Brasil. “Não há como se pensar em apoio, financiamento direto sem se considerar os mecanismos financeiros, como os fundos indígenas e comunitários”, destacou Josimara Baré, do Fundo Ruti e integrante da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia. Valéria Carneiro, presidente do Fundo Quilombola Mizizi Dudu, foi convidada especial do movimento indígena para o painel. Durante sua fala, ela ressaltou a relevância desses fundos para assegurar que os recursos cheguem aos territórios por meio de quem conhece as realidades locais. A participação da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia na COP 29 reforça o papel estratégico das comunidades tradicionais na busca por soluções climáticas justas e eficazes, com foco no fortalecimento de suas próprias estruturas de financiamento.
Declaração dos Agricultores Familiares, Povos e Comunidades Tradicionais para a Cúpula Social do G20

A Declaração dos Agricultores Familiares, Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais, Camponeses, Afrodescendentes, Pastores e Pescadores Artesanais representa um marco de diálogo e construção coletiva, realizada sob a liderança do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) e seu Comitê de Assuntos Internacionais. O documento contém a participação de movimentos sociais e internacionais, reafirmando o protagonismo desses grupos na construção de políticas inclusivas e sustentáveis. Reunidos no Rio de Janeiro, os representantes desses povos e comunidades levam à mesa do G20 uma mensagem urgente e transformadora: a agricultura familiar, os sistemas agroecológicos e os saberes tradicionais são pilares para a soberania alimentar global, a biodiversidade e a resiliência climática. No entanto, para que essas práticas prosperem, é necessária uma transformação profunda do sistema alimentar global e o respeito integral aos Direitos Humanos. Principais Demandas e Compromissos da Declaração: Mensagem aos Governos do G20: As vozes dos agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais não podem ser ignoradas. Esses grupos, guardiões da biodiversidade e da cultura, reafirmam seu direito de decidir sobre seus modos de vida e subsistência. A Cúpula Social do G20 deve marcar um ponto de inflexão, reafirmando compromissos concretos para um planeta mais justo, sustentável e inclusivo. Que este encontro seja o início de uma transformação real, ancorada na solidariedade, respeito e justiça intergeracional. Acesse o documento completo e saiba como apoiar essas iniciativas.