Oficina ‘Infâncias e Crise Climática’ debate impactos das mudanças climáticas na infância rumo à COP30

Na última sexta-feira, 31 de janeiro, a Articulação REPAM-COP30, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Parintins (COMDCAP), promoveu a oficina ‘Infâncias e Crise Climática’. O encontro reuniu representantes da sociedade civil e do governo municipal para debater os impactos das mudanças climáticas na infância e adolescência, reforçando a urgência de ações concretas para garantir um futuro sustentável. A oficina foi conduzida pelo secretário da Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, Eduardo Soares, que destacou como os eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, afetam diretamente o bem-estar das crianças e adolescentes, agravando vulnerabilidades sociais e comprometendo direitos fundamentais. Além das discussões, a atividade buscou fortalecer o compromisso das políticas públicas e da sociedade na proteção das novas gerações frente à crise climática. A Mobilização da REPAM rumo à COP30 segue impulsionando diálogos e ações estratégicas para que as comunidades e povos tradicionais tenham protagonismo na COP30.
Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima apoia 3º Encontro de Formação sobre a COP30

A Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima apoiou a realização do 3º Encontro de Formação sobre a COP30, promovido em parceria com o Movimento Popular de Mulheres, que reúne lideranças do Pará, Maranhão e Tocantins. O encontro contou com a participação de Suzete Kourliandsky (Coletivo Mahura) e Maria de Jesus (Mulheres Teresinas e Movimento Popular de Mulheres), que compartilharam suas experiências na luta das mulheres pela defesa dos territórios e da soberania ambiental. Maria Goreth trouxe um panorama histórico das Conferências do Clima (COPs), destacando avanços e desafios, enquanto Dom Zanoni, arcebispo de Feira de Santana e membro da Pastoral Afro do Brasil e América Latina, abordou a responsabilidade coletiva na defesa da Casa Comum. Mayara Lima, da equipe de comunicação do projeto de articulação da REPAM rumo à COP30, contribuiu com reflexões sobre Economia e Justiça Climática. “Nossa fé nos ensina que somos responsáveis uns pelos outros e pela Casa Comum. O profetismo de Francisco nos desafia a ir às periferias, a sair da inércia e assume um compromisso real com a justiça social e ambiental.” – disse o arcebispo, Dom Zanoni. Com a presença de mais de 40 participantes, o encontro fortaleceu vínculos e traçou estratégias para ampliar a influência política das comunidades mais afetadas pela crise climática na COP30. Ao discutir não apenas aprofundaram o entendimento sobre os desafios globais, mas também reafirmaram o compromisso coletivo de garantir que todas as vozes sejam ouvidas nos espaços de decisão. “A juventude já vive com a chamada ansiedade climática, e quando colocamos toda a responsabilidade sobre eles, isentamos os líderes atuais de cumprirem suas metas.”, disse a jornalista Mayara Lima. Durante o encontro, diversas vozes influentes contribuíram com suas perspectivas únicas sobre a crise climática e estratégias coletivas de enfrentamento: Suzete Kourliandsky e Maria de Jesus trouxeram experiências inspiradoras da luta das mulheres pela defesa dos territórios e da soberania ambiental. Maria Goreth contextualizou historicamente as Conferências do Clima, destacando avanços, desafios e a importância da participação da sociedade civil. Entre os encaminhamentos definidos, destacam-se: A Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima segue comprometida em garantir que as vozes das comunidades mais impactadas pela crise climática sejam protagonistas na COP30. As formações fazem parte desse esforço, ampliando o acesso à informação e fortalecendo a articulação nos territórios. Este é apenas mais um passo na caminhada rumo à justiça climática – um compromisso que se estende antes, durante e depois da COP30.