REPAM participa de ato em memória aos 20 anos de martírio da irmã Dorothy

No dia 12 de fevereiro, a Articulação REPAM participou do ato em homenagem aos 20 anos de martírio da irmã Dorothy Stang, símbolo de resistência e luta pelos direitos dos povos da Amazônia. O evento relembrou sua vida, trajetória e o compromisso com a defesa da floresta e dos povos tradicionais. O ato contou com a presença de movimentos sociais, pastorais, Povos de Matriz Africana, sindicatos e federações que lutam por terra e território no Pará e em todo o Brasil. Em um momento significativo para os territórios amazônicos, as discussões ressaltaram a urgência de fortalecer a resistência frente ao avanço do Agronegócio e dos grandes projetos na Amazônia, especialmente no contexto dos preparativos para a COP 30. Joana Menezes representou a Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, articulação da REPAM rumo à COP 30, reforçando o compromisso coletivo com a defesa dos territórios e dos direitos dos povos amazônicos.
Reuniões estratégicas em Belém fortalecem a Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima rumo à COP30

O escritório da Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, em Belém, foi palco de importantes reuniões estratégicas que impulsionam os preparativos rumo à COP30, que acontecerá em 2025 na capital paraense. Joana Menezes, articuladora da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), e Eduardo Soares, secretário da Mobilização, receberam representantes do Greenpeace, que abordaram questões cruciais sobre os maretórios, a extração de petróleo em áreas sensíveis, as reservas extrativistas e outras demandas urgentes dos territórios afetados. As discussões reforçaram o compromisso coletivo de construir uma COP30 plural e inclusiva, onde as vozes dos povos da Amazônia e dos territórios tradicionais sejam ouvidas e respeitadas. A Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima segue atuando para articular movimentos e comunidades antes, durante e após a COP, fortalecendo suas lutas e ampliando sua capacidade de incidência política em prol da justiça socioambiental. As reuniões estratégicas marcam mais um passo importante para garantir que a COP30 seja um evento de diálogo profundo e efetivo, colocando no centro as vozes e os direitos daqueles que protegem os territórios e a Casa Comum.
Mobilização REPAM marca presença em encontro do Projeto Baqueli e fortalece aliança com quebradeiras de coco babaçu

Nos dias 18 e 19 de fevereiro, Joana Menezes representou a Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, articulação da REPAM rumo à COP30, e Vanalda Araújo representou a REPAM no encontro de Planejamento, Monitoramento e Avaliação do Projeto Baqueli: Babaçu Livre, Quebradeiras Livres, realizado no Rancho dos Padres, em São Domingos do Araguaia (PA). O evento, promovido pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), reuniu quebradeiras de coco e lideranças das regionais do Tocantins e Pará, além da organização parceira APATO – Alternativas para Pequenas Agricultura no Tocantins. A presença da reforça o compromisso com a defesa dos territórios e o fortalecimento das comunidades tradicionais, ampliando as conexões entre a luta das quebradeiras de coco e os debates internacionais sobre justiça socioambiental que estarão em pauta na COP30. Durante o encontro, foram socializados os avanços e desafios do Projeto Baqueli em diferentes territórios, destacando a implementação das Leis do Babaçu Livre e as estratégias para garantir o livre acesso aos babaçuais. As participantes também denunciaram os impactos negativos do agronegócio e dos grandes empreendimentos sobre os territórios tradicionais, reafirmando a urgência da luta pela preservação ambiental e pelos direitos das comunidades. “A resistência das quebradeiras de coco é um símbolo da luta pelos territórios livres e pela dignidade dos povos tradicionais. Fortalecer essas vozes é essencial para construirmos alternativas sustentáveis e justas”, destacou Joana Menezes durante o encontro. A participação da REPAM nesse espaço evidencia a importância de somar forças com movimentos populares e comunidades tradicionais, ampliando o diálogo em defesa da Casa Comum rumo à COP30.