Mobilização COP30 participa de seminário sobre transição energética no Nordeste

Entre os dias 21 e 23 de agosto, foi realizado em Fortaleza (CE) o II Seminário: “Transição ou Transação Energética? Conflitos, Violações de Direitos, Clima e o Poder Digital”. O encontro foi fruto de uma construção coletiva com mais de 45 organizações sociais e movimentos populares do Nordeste e de âmbito nacional, reunindo cerca de 200 participantes. A Articulação esteve presente representando a Comissão Política da Cúpula dos Povos rumo à COP30, no painel “Um balanço dos Acordos, Tratados e Políticas das COPs e da Cúpula dos Povos”. Na ocasião, foi apresentado o processo de organização, articulação e mobilização em andamento, a partir dos eixos de convergência e de outras dinâmicas que fortalecem a participação da sociedade civil antes, durante e depois da COP30. O seminário também foi espaço de denúncia das populações tradicionais, rurais e urbanas do Nordeste, que enfrentam violações territoriais marcadas por impactos climáticos e pela financeirização da natureza. Os relatos destacaram que, com apoio de gestões públicas, corporações nacionais e internacionais têm flexibilizado leis ambientais, violado direitos e mercantilizado bens comuns — como água, energia e terra — por meio da instalação de grandes usinas eólicas e solares centralizadas, além da chegada de data centers sob o discurso da sustentabilidade. A atividade encerrou-se com a elaboração de encaminhamentos relacionados à Carta Política do seminário, bem como com a definição dos próximos passos da articulação nordestina de organizações sociais e movimentos populares, sobretudo na preparação para a Cúpula dos Povos rumo à COP30.
Articulação REPAM COP30 participa de intercâmbio em Quilombo de Campo Verde (PA)

A Articulação REPAM COP30 esteve presente no Quilombo de Campo Verde, em Concórdia do Pará, para o Intercâmbio de Práticas Educativas Amazônicas. O encontro promoveu a construção de estratégias políticas e debates sobre educação, buscando mobilizar a sociedade civil e os territórios nessa luta comum. A atividade teve como pano de fundo a COP30, entendida como um contexto mobilizador, em que a territorialização das discussões sobre a crise climática se torna fundamental para garantir que as vozes dos povos tradicionais e comunidades amazônicas sejam ouvidas e respeitadas. O intercâmbio foi realizado pela FLACSO-Brasil e contou com a participação de diversas organizações e coletivos, entre eles: COIAB-AM, CEDENPA, Negritar Produções, MIQCB-MA, representantes dos Povos de Matriz Africana, coletivos culturais, Fórum Estadual de Juventudes e SEDUC-PA, além de outros parceiros. “Participar desse intercâmbio foi reafirmar que educação, ancestralidade e luta por justiça climática caminham juntas. Estar em um território como Campo Verde, escutando saberes e construindo estratégias com quem vive as desigualdades na pele, nos fortalece para levar a potência dos territórios para os espaços da COP30”, destacou Joana Menezes, articuladora da REPAM-COP30.