{"id":17512,"date":"2025-11-06T10:39:31","date_gmt":"2025-11-06T13:39:31","guid":{"rendered":"https:\/\/repam.org.br\/cop30\/?p=17512"},"modified":"2025-11-06T12:55:08","modified_gmt":"2025-11-06T15:55:08","slug":"eliane-gentil-o-trabalho-coletivo-que-floresce-no-maranhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/repam.org.br\/cop30\/eliane-gentil-o-trabalho-coletivo-que-floresce-no-maranhao\/","title":{"rendered":"Eliane Gentil: o trabalho coletivo que floresce no Maranh\u00e3o\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os campos e manguezais do norte do Maranh\u00e3o, a comunidade de S\u00e3o Domingos, em Paulino Neves, vive um renascimento silencioso. L\u00e1, a for\u00e7a da agricultura familiar se mistura \u00e0 vontade de proteger a natureza. No centro desse movimento est\u00e1 Eliane Gentil, mulher de fala firme e olhar acolhedor, que h\u00e1 quatro anos lidera o Grupo Produtivo e o Sindicato de Paulino Neves, unindo economia solid\u00e1ria e defesa ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde 2020 a gente se juntou pra trabalhar de forma coletiva. Foi quando percebemos que, se cuid\u00e1ssemos do territ\u00f3rio e da natureza, o retorno vinha pra todos\u201d, conta Eliane. \u00c0 frente de dezenas de fam\u00edlias, ela organiza a produ\u00e7\u00e3o de artesanatos e doces de buriti, feitos com t\u00e9cnicas tradicionais e mat\u00e9ria-prima local. \u201cO nosso doce de buriti, o nosso artesanato, tudo vem da terra. A gente aprende com ela e devolve com cuidado.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"17513\" src=\"https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.52-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17513\" srcset=\"https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.52-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.52-225x300.jpeg 225w, https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.52-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.52.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"17514\" src=\"https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-1-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17514\" srcset=\"https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-1-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-1-225x300.jpeg 225w, https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-1-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-1.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"17515\" src=\"https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-2-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17515\" srcset=\"https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-2-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-2-225x300.jpeg 225w, https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-2-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/repam.org.br\/cop30\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-12.04.53-2.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O grupo tem o apoio de editais da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Rede Eclesial Pan-Amaz\u00f4nica (REPAM), que investem em projetos de fortalecimento comunit\u00e1rio e valoriza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. O grupo tamb\u00e9m teve acompanhamento do programa&nbsp;<strong>Maranh\u00e3o Mais Justo e Solid\u00e1rio<\/strong>, em 2020, e neste ano executou o primeiro projeto apoiado pelo&nbsp;<strong>Fundo Casa Socioambiental<\/strong>, voltado \u00e0&nbsp;<strong>piscicultura e oficinas sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e COP30<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Eliane, esse apoio foi decisivo. \u201cA REPAM acreditou na gente quando ningu\u00e9m mais acreditava. Hoje a gente vende, gera renda e mostra que \u00e9 poss\u00edvel viver da natureza sem destruir.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com o avan\u00e7o do trabalho coletivo, Eliane passou a integrar a\u00a0<strong>Comiss\u00e3o do CADSOL Maranh\u00e3o<\/strong>, respons\u00e1vel por analisar empreendimentos da economia solid\u00e1ria no estado, mais um reconhecimento do protagonismo que vem construindo a partir de S\u00e3o Domingos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com malas cheias de produtos e o cora\u00e7\u00e3o cheio de expectativa, Eliane embarca para a COP30, em Bel\u00e9m. Ela ser\u00e1 uma das representantes da Amaz\u00f4nia Legal a participar da C\u00fapula dos Povos, espa\u00e7o que re\u00fane movimentos sociais paralelamente \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es oficiais. \u201cA gente vai pra representar nossa comunidade, levar o que \u00e9 nosso. E mostrar que o pequeno tamb\u00e9m tem voz\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade de S\u00e3o Domingos reflete os desafios da Amaz\u00f4nia Maranhense, uma regi\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o entre os biomas Amaz\u00f4nia e Cerrado, marcada por queimadas, desmatamento e escassez h\u00eddrica. Ainda assim, Eliane acredita que a solu\u00e7\u00e3o passa pelo coletivo. \u201cDefender o territ\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 protestar. \u00c9 plantar, \u00e9 colher, \u00e9 cuidar. Isso tamb\u00e9m \u00e9 resist\u00eancia\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na COP, ela quer mostrar que o futuro sustent\u00e1vel do planeta come\u00e7a nas pequenas comunidades. \u201cO que a gente faz aqui, com as nossas m\u00e3os, \u00e9 um recado pro mundo: se cada um cuidar do seu peda\u00e7o, a floresta vive.\u201d&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os campos e manguezais do norte do Maranh\u00e3o, a comunidade de S\u00e3o Domingos, em Paulino Neves, vive um renascimento silencioso. L\u00e1, a for\u00e7a da agricultura familiar se mistura \u00e0 vontade de proteger a natureza. No centro desse movimento est\u00e1 Eliane Gentil, mulher de fala firme e olhar acolhedor, que h\u00e1 quatro anos lidera o Grupo Produtivo e o Sindicato de Paulino Neves, unindo economia solid\u00e1ria e defesa ambiental.&nbsp; \u201cDesde 2020 a gente se juntou pra trabalhar de forma coletiva. 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Para Eliane, esse apoio foi decisivo. \u201cA REPAM acreditou na gente quando ningu\u00e9m mais acreditava. Hoje a gente vende, gera renda e mostra que \u00e9 poss\u00edvel viver da natureza sem destruir.\u201d Com o avan\u00e7o do trabalho coletivo, Eliane passou a integrar a\u00a0Comiss\u00e3o do CADSOL Maranh\u00e3o, respons\u00e1vel por analisar empreendimentos da economia solid\u00e1ria no estado, mais um reconhecimento do protagonismo que vem construindo a partir de S\u00e3o Domingos. Com malas cheias de produtos e o cora\u00e7\u00e3o cheio de expectativa, Eliane embarca para a COP30, em Bel\u00e9m. Ela ser\u00e1 uma das representantes da Amaz\u00f4nia Legal a participar da C\u00fapula dos Povos, espa\u00e7o que re\u00fane movimentos sociais paralelamente \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es oficiais. \u201cA gente vai pra representar nossa comunidade, levar o que \u00e9 nosso. E mostrar que o pequeno tamb\u00e9m tem voz\u201d, diz.&nbsp; A realidade de S\u00e3o Domingos reflete os desafios da Amaz\u00f4nia Maranhense, uma regi\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o entre os biomas Amaz\u00f4nia e Cerrado, marcada por queimadas, desmatamento e escassez h\u00eddrica. Ainda assim, Eliane acredita que a solu\u00e7\u00e3o passa pelo coletivo. \u201cDefender o territ\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 protestar. \u00c9 plantar, \u00e9 colher, \u00e9 cuidar. 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