No dia 28 de junho, a Articulação REPAM-COP30 participou do encerramento do Programa de Formação de Lideranças sobre “Direito à Cidade e Justiça Climática na Amazônia”, realizado na Associação Cultural Boi Marronzinho, em Belém (PA).
A convite da FASE, o secretário da Articulação, Eduardo Soares apresentou a proposta da Cúpula dos Povos rumo à COP30, destacando a importância da organização da sociedade civil diante da crise climática e do protagonismo dos territórios amazônicos na construção de agendas para a conferência climática.
“A formação é de extrema importância para ter informações acerca do evento em si que às vezes carece muito dessa informação técnica. Como se dá a divisão nas discussões, desde o chefe de estado, até outras possibilidades de participação, que são zonas por cores. E também tentar fazer uma articulação realizando uma contextualização a partir da realidade do lugar”, reforça Francisco Batista, do Coletivo Tela Firme.
A atividade integrou o último módulo da formação, que teve como foco a COP30 e seus impactos para a Amazônia e para as populações urbanas e periféricas da região.
Cúpula dos Povos
A Cúpula dos Povos rumo à COP30 é um espaço autônomo e democrático de articulação da sociedade civil brasileira e pan-amazônica frente à Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em 2025, em Belém do Pará. Inspirada em experiências anteriores, como a Cúpula dos Povos na Rio+20, a iniciativa reúne movimentos sociais, organizações populares, redes e coletivos que lutam por justiça climática, ambiental, social e territorial. Seu objetivo é fortalecer a participação dos povos e comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, juventudes e periferias urbanas nos debates sobre a crise climática, propondo alternativas e soluções a partir dos territórios.
