Encontro reforça importância de estratégias duradouras para a segurança de defensoras e defensores de direitos humanos rumo à COP30
Um ano decisivo para a Amazônia e seus povos
No dia 16 de julho, a Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, articulação da REPAM Brasil rumo à COP30, participou do Seminário “Proteção e segurança de lideranças socioambientais”, realizado no Ministério Público Federal do Pará. A atividade integrou um processo de escuta, articulação e mobilização em torno dos direitos humanos e ambientais na Amazônia, como parte do esforço coletivo para proteger quem está na linha de frente das lutas socioambientais: defensoras e defensores de direitos humanos, comunicadores populares, ambientalistas e lideranças tradicionais.
O seminário foi coordenado pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), reunindo organizações da sociedade civil, movimentos sociais e representantes de instituições públicas.
Segurança para além da COP30
Com foco central na proteção urgente das lideranças que atuam nos territórios e “maretórios” amazônicos, o evento buscou construir estratégias de segurança e justiça que perdurem além da COP30, marcada para 2025 em Belém (PA). A REPAM compartilhou sua experiência de atuação territorial no projeto Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, que tem promovido rodas de conversa, escuta ativa e elaboração de cartas de demanda em diversas comunidades da Amazônia Legal.
A participação da REPAM somou-se à de organizações como o Instituto Zé Cláudio e Maria, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), entre outras, que vêm denunciando ameaças crescentes contra lideranças populares e ambientalistas.
Vozes que resistem e articulam
Para a articuladora da Articulação COP30, Joana Menezes, o seminário foi um momento crucial para fortalecer redes de proteção, em um contexto de crescente vulnerabilidade dos povos da floresta:
“Proteger a Amazônia começa por proteger quem a defende. A cada escuta que fazemos nos territórios, percebemos o quanto as lideranças estão expostas. Precisamos garantir que essas vozes continuem existindo e sendo ouvidas. A construção coletiva desse seminário aponta caminhos concretos para que a proteção não seja apenas emergencial, mas uma política permanente de justiça e dignidade”, afirmou Joana.
Compromissos que se expandem
A articulação da REPAM para a COP30 segue mobilizada, ampliando espaços de diálogo e incidência com foco nos direitos dos povos e da Mãe Terra. O seminário reforça a necessidade de ações coordenadas, multissetoriais e permanentes para enfrentar a violência nos territórios amazônicos — e faz um chamado à sociedade para que a defesa da vida seja prioridade nas agendas locais, nacionais e internacionais.