
Belém (PA) passou a contar, desde 5 de setembro, com um novo espaço de mobilização popular: a Casa da Cúpula dos Povos. Localizada na Travessa Chaco, nº 1949, a iniciativa surge como ponto de encontro, articulação e construção coletiva para movimentos sociais e populares que caminham rumo à Cúpula dos Povos, marcada para ocorrer entre 12 e 16 de novembro de 2025, no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em paralelo à COP30.
A Casa nasce como espaço de resistência e criação, reunindo povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas, camponesas, juventudes e organizações urbanas na defesa de justiça climática, direitos ambientais e territoriais. O local será palco de debates, oficinas, encontros e mobilizações que reforçam um horizonte comum: a vida acima do lucro.
“A Casa da Cúpula dos Povos tem uma importância imensa para Belém e para a Amazônia, porque é um espaço que amplia vozes e dá visibilidade às lutas que partem dos territórios”, afirmou Joana Menezes, articuladora da Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima. “Aqui nos encontramos, nos fortalecemos e reafirmamos que a Amazônia é centro das soluções para a crise climática.”
A inauguração reuniu falas políticas potentes e a presença de representantes de diferentes movimentos sociais. A REPAM Brasil, por meio da articulação rumo à COP30, esteve entre as organizações que participaram do lançamento, somando-se à construção coletiva do espaço.
Até novembro de 2025, a Casa será referência de mobilização, apoio e acolhimento às delegações populares que se somarão à Cúpula dos Povos em Belém. O espaço também terá papel estratégico na articulação de redes nacionais e internacionais em defesa da floresta e dos povos da Amazônia.
“Rumo à COP30, a Casa será um lugar vivo, pulsante, que seguirá articulando ideias, lutas e resistências. Representa tanto um ponto de apoio às delegações quanto um espaço de incidência e de organização popular”, ressaltou Eduardo Soares, da Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima.
De agora até a realização da Cúpula, a Casa segue ativa, “pulsando lutas, ideias e encontros que fortalecem nosso caminho comum”, como destacou a programação de abertura.

