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História

A Igreja Católica na Amazônia Legal busca ser sinal vida e esperança junto aos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas, povos da flores, moradores das cidades e na defesa da biodiversidade


A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) foi fundada em setembro de 2014, em Brasília (DF). Entidades fundadoras: Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Secretariado da América Latina e Caribe de Caritas (SELACC), Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR).  

O nascimento se dá a partir de uma provocação da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida (SP), em que sugeriu no (DAp 475), “Criar nas Américas a consciência sobre a importância da Amazônia para toda humanidade. Estabelecer entre as Igrejas locais de diversos países sul-americanos, que estão na bacia amazônica, uma pastoral de conjunto com prioridades diferenciadas para criar um modelo de desenvolvimento que privilegie os pobres e sirva ao bem comum”. Desde então se inicia um diálogo de maturação até se criar a Repam que abraçasse a realidade da Pan-Amazônia que envolve os nove países que têm a floresta amazônica em seu território: Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Amazônia Legal corresponde a área 61% do território brasileiro e engloba nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Estado do Maranhão (a oeste do meridiano de 44ºW), perfazendo pouco mais de cinco milhões de quilômetros quadrados (5,0). O território nacional tem cerca de oito milhões e quinhentos quilômetros quadrados (8,5). Na Amazônia Legal, residem 56% da população indígena brasileira.

A REPAM, além do intercâmbio com organismos da Igreja Católica, visa parcerias pontuais, em todas as regiões brasileiras, com representantes de organizações da sociedade civil, governo, setor privado, organismos multilaterais, academia e outras redes que atuam, direta ou indiretamente, na promoção e na garantia de direitos dos povos indígenas, ribeirinhos, afrodescendentes, moradores das cidades, mulheres, jovens, crianças e todas as pessoas empobrecidas e excluídas na região amazônica, na defesa da vida humana e da biodiversidade da região.