Durante o Encontro dos Bispos da Amazônia, realizado em Bogotá, Dom Ionilton Lisboa de Oliveira, bispo de Marajó e secretário da REPAM-Brasil, refletiu sobre a caminhada da Igreja na América Latina e no Caribe em sua vivência da sinodalidade.
Segundo Dom Ionilton, muito antes do Sínodo sobre a Amazônia, as comunidades e dioceses da região já traziam uma forte experiência de participação e colegialidade por meio de assembleias e espaços comunitários. “O Sínodo trouxe para nós uma motivação para intensificar essa experiência, valorizando cada vez mais a escuta e a participação de todas as pessoas da nossa Igreja, de todas as vocações”, afirmou.
Ele ressaltou que o caminho sinodal é essencial para que a missão da Igreja seja também expressão de partilha, comunhão e corresponsabilidade. “A gente precisa escutar mais, abrir mais espaços de reflexão e acolher as contribuições de todos os que estão envolvidos em nossas comunidades e dioceses. O caminho é esse: valorizar os espaços participativos.”
Dom Ionilton reconheceu que ainda há desafios, sobretudo na maior inclusão de leigos e leigas nos serviços e responsabilidades da vida eclesial. Para ele, é fundamental confiar e abrir mais espaços de atuação, além de fortalecer os ministérios instituídos — como o de acólito, leitor e catequista — e outros ministérios que nascem das realidades locais.
Na Amazônia, destacou, cresce também o reconhecimento de novos ministérios, como o do cuidado com a Casa Comum, em resposta às urgências socioambientais da região. “Assim, vamos garantindo uma Igreja cada vez mais sinodal, de comunhão e participação”, concluiu.

