O II Encontro Nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) começou ontem (25) em Fortaleza (CE) reunindo mais de dois mil militantes de 17 estados brasileiros. A REPAM-Brasil participa desde o primeiro dia por meio da presença de sua representante, Eliane Gentil, fortalecendo a escuta, o diálogo e a articulação em defesa dos territórios e das comunidades atingidas pela mineração.
O encontro, realizado pela segunda vez desde a fundação do MAM em 2012, traz como lema “Lutar pelos territórios, controlar o subsolo!”, refletindo a maturidade organizativa e política do movimento. Durante cinco dias de debates, plenárias e atividades formativas, militantes discutem os desafios da conjuntura, as consequências do modelo mineral vigente e as estratégias de enfrentamento à expansão da mineração em áreas rurais e urbanas.
A abertura do encontro foi marcada pela mística do Nordeste, que celebra a diversidade cultural da região, seguida por uma análise de conjuntura com olhar global e nacional sobre as disputas em torno da mineração, especialmente no Brasil. Nesse contexto, Eliane ressalta a urgência da organização popular:
“Ficou evidente como as grandes potências estão de olho nas riquezas minerais do Brasil, especialmente as chamadas terras raras. Diante disso, precisamos nos organizar a partir das bases, construir parcerias e buscar caminhos concretos para proteger nossos territórios”, afirma.
Ela também reforça que o encontro abre espaço para encaminhamentos práticos:
“Foram levantadas propostas de um novo modelo de mineração, mais voltado para a realidade das comunidades, e até mesmo a criação de uma escola do MAM para formar a juventude nesse processo de resistência e construção popular. Também discutimos as mudanças climáticas e energias renováveis, reconhecendo a urgência de agir. Esse é um espaço de muita troca de experiências, intercâmbio e fortalecimento das lutas”, completa.
A participação da REPAM-Brasil no encontro reforça o compromisso da Rede com a ecologia integral e com a construção de alternativas que coloquem a vida e a justiça socioambiental no centro do debate.





