Notícia

Na Diocese de Pinheiro, a articulação das Pastorais Sociais da REPAM se apresenta como um espaço fundamental para refletir sobre os desafios e compromissos que tocam diretamente a vida das comunidades. Durante o encontro, destacou-se que a luta por políticas públicas efetivas e pela promoção da ecologia integral é um caminho desafiador, mas indispensável para garantir uma vida plena e digna ao povo.

Entre os pontos abordados, foi ressaltado o impacto da possível construção do porto do Cajual, em Alcântara, que ameaça deslocar diversas famílias da região. Essa realidade se soma aos históricos conflitos enfrentados pelas comunidades quilombolas, muitas já retiradas de seus territórios devido à presença da base de Alcântara. A expansão do desmatamento e a perda gradual dos espaços para plantio, criação de animais e manutenção das hortas comunitárias agravam ainda mais a situação, comprometendo o modo de vida tradicional e a segurança alimentar.

Nesse contexto, a articulação assumiu compromissos concretos: a realização de um seminário em Alcântara, previsto para dezembro, e o apoio às comunidades quilombolas na marcha do dia 20 de novembro, data simbólica de luta e afirmação da identidade negra. Além disso, ficou definida uma nova reunião no dia 22, para aprofundar a organização das atividades pastorais na diocese.

As esperanças dos movimentos sociais e pastorais também foram projetadas em direção à COP30, com o desejo de que a conferência represente um marco na implementação de políticas públicas voltadas à proteção dos territórios e dos povos. Essa expectativa se torna ainda mais urgente em uma região marcada pela presença de comunidades quilombolas, pescadores e marisqueiros, cuja vida está profundamente ligada ao mar e aos rios que banham a diocese.

Assim, a articulação das Pastorais Sociais da REPAM na Diocese de Pinheiro reafirma o compromisso de defesa da vida, da terra e da dignidade das comunidades tradicionais, fortalecendo a caminhada de resistência frente às ameaças socioambientais.

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