Nos dias 30 e 31 de agosto, a cidade de Marabá (PA) foi palco do Seminário sobre Mudanças Climáticas na Amazônia, reunindo mais de 110 participantes entre povos indígenas, quebradeiras de coco babaçu, agentes de pastorais, representantes de organismos como a Cáritas Regional Norte 2, universidades e lideranças comunitárias. A realização e coordenação ficaram a cargo da REPAM Marabá, CTP com a presença da REPAM-Brasil, representada por Arlete Gomes e Joana Menezes, que contribuíram no diálogo em preparação para a COP30.
O encontro teve como objetivo promover uma leitura conjuntural da realidade local, refletindo sobre os impactos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, fortalecer a articulação da REPAM em nível diocesano. A mobilização contou com a participação ativa da CPT Marabá, Pastoral da Criança, Pastoral da Educação, organizações indígenas e da própria Diocese, cujo bispo, Dom Vital, incentivou as comunidades a se engajarem no processo por meio de um vídeo-convite.
Entre os principais encaminhamentos, destacou-se o compromisso da Diocese em ampliar a presença e a metodologia da REPAM, baseada na escuta e na ecologia integral inspirada pela Laudato Si’, estendendo sua ação às áreas missionárias.
O seminário foi marcado por momentos de partilha, escuta profunda da realidade e sistematização de clamores e propostas, evidenciando tanto os desafios locais quanto as experiências práticas já em andamento. Alunos das escolas da região apresentaram projetos concretos voltados ao cuidado com a Casa Comum, reforçando que a juventude também está engajada na busca por alternativas sustentáveis.
“Foi um encontro de muita esperança. As lideranças ressaltaram a importância da REPAM como um sinal de unidade e força em defesa da vida e da Amazônia”, afirmou Arlete Gomes, da REPAM-Brasil.
O seminário também reforçou a perspectiva de que a COP30 deve ser vivida desde os territórios, com cada comunidade assumindo seu papel no enfrentamento à crise climática, mesmo sabendo que os espaços oficiais de negociação não comportarão todas as vozes.
Com isso, a experiência em Marabá sinaliza novos passos para a articulação REPAM-diocesana, abrindo caminhos para que outras comunidades também se integrem nesse processo de cuidado, resistência e compromisso com a Casa Comum.











