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A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) está presente na XXVI Assembleia Geral do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), realizada entre os dias 21 a 24 de setembro no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia (GO). O encontro reune cerca de 190 participantes, entre delegados e delegadas do Conselho, lideranças indígenas, missionários e missionárias, assessores regionais, além de representantes de organizações parceiras, apoiadores e entidades comprometidas com a defesa dos povos indígenas.

Com o tema “Talita Kum – Levanta-te! Vai mais além…”, a assembleia tornou-se espaço de místicas, debates, partilhas e deliberações. A programação incluiu momentos de análise do atual contexto político, indigenista e eclesial, bem como a reafirmação da memória dos 50 anos da primeira Assembleia do CIMI, realizada em Goiânia, em 1975.

Entre os destaques, a análise de conjuntura da política indígena contou com a participação de lideranças indígenas e da assessoria jurídica do Secretariado Nacional do CIMI, juntamente com a Dra. Débora Duprat. No sábado (20), o presidente do CIMI, cardeal Leonardo Steiner, manifestou a posição da entidade contra a chamada “PEC da Blindagem” e a anistia aos condenados por atos golpistas, reafirmando: “O CIMI está junto das manifestações deste fim de semana”.

A assembleia também promoveu uma roda de conversa sobre o avanço do capital nos territórios, abordando os impactos do petróleo, da mineração, dos grandes projetos e os desafios da COP30.

A presença da REPAM reforça seu compromisso de caminhar junto às organizações eclesiais e aos povos originários, fortalecendo a incidência coletiva em defesa da vida e dos territórios amazônicos.

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