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A Igreja Católica realizou na manhã desta terça-feira (18/11), na COP30 em Belém, o painel “Caminhos para a Governança Climática: a mobilização do processo Pré-COP”, no Auditório Uruçu (Zona Verde). A atividade reuniu lideranças e especialistas para discutir como fortalecer uma governança climática justa e participativa, com foco na inclusão dos povos mais vulneráveis.

Mediado por Rocheli Koralewski, o encontro fez parte do processo de articulação da Igreja Católica na COP30, iniciado meses antes da conferência, e que mobilizou comunidades, entidades pastorais e movimentos socioambientais em todo o Brasil. 

Os painelistas destacaram que não há governança climática verdadeira sem participação popular, responsabilização e justiça socioambiental. 

O Prof. Dr. Mário Tito Almeida ressaltou a importância de uma “governança global ampliada”, alinhada ao compromisso histórico da Igreja com os mais pobres: 

“Falar de questão ambiental é falar de desigualdade social. Ao incluir a sociedade civil, incluímos os injustiçados. Não se pode falar em governança climática sem ver quem são os mais atingidos. Estar ao lado dos pobres é nossa principal mensagem como cristãos.” 

O Bispo Auxiliar de Belém, Dom Paulo Andreoli, enfatizou que aqueles que sofrem os impactos das decisões climáticas devem participar diretamente delas: 

“Quem é atingido precisa também decidir. Não podemos apenas pagar as consequências das escolhas dos outros. Queremos fazer parte de quem decide sobre a nossa própria vida.” 

Já o Presidente da CNBB e do CELAM, Dom Jaime Spengler, destacou o caminho de mobilização percorrido pela Igreja latino-americana e brasileira: 

“A preparação para a COP30 envolveu muitas comunidades e entidades, especialmente por meio da Campanha da Fraternidade 2025, dedicada à Ecologia Integral. No fundo, tudo se resume às relações — com o ambiente, entre nós e com Deus. Relações sadias permitem uma vivência integrada com a criação.” 

O painel reforçou o compromisso da Igreja Católica em seguir contribuindo para uma governança climática global que reconheça os direitos dos povos, amplie a participação social e promova justiça, cuidado e proteção da Casa Comum. 

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