Notícia

No mês em que se celebra o Dia Internacional das Mulheres, diversas iniciativas realizadas nos territórios amazônicos reafirmam a força da organização das mulheres na defesa da vida, dos direitos e da dignidade. Entre essas ações, destaca-se o Encontro das Cirandeiras, uma atividade de articulação que reúne mulheres lideranças, agentes pastorais e representantes de comunidades tradicionais para fortalecer a reflexão, a partilha de experiências e o compromisso com o enfrentamento das violências e desigualdades que atingem as mulheres na região.

Promovido em parceria com organizações locais e movimentos sociais, o encontro valoriza o protagonismo das mulheres amazônicas, especialmente aquelas que atuam nas comunidades de base, nos territórios ribeirinhos, indígenas e camponeses. O espaço de diálogo também reforça a importância da escuta, da solidariedade e da construção coletiva de caminhos para a promoção da justiça social e da igualdade de direitos.

As mobilizações dialogam com outras programações realizadas nos territórios em torno do 8 de março, que incluem rodas de conversa, caminhadas e momentos formativos sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres. Em uma dessas iniciativas, foram debatidos temas como o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, o incentivo à denúncia de casos de violência por meio do Disque 180, a aplicação da Lei Maria da Penha e estratégias de fortalecimento emocional e psicológico das mulheres.

Dentro desse processo de articulação e mobilização, também será realizado o V Fórum de Mulheres do Baixo Amazonas, que acontecerá nos dias 26 e 27 de março de 2026, no Centro Recreativo, em Santarém (PA). O encontro terá como tema “Mulheres em Movimento, Transformando a Sociedade” e reunirá mulheres de diferentes comunidades e organizações para refletir sobre direitos, participação social e fortalecimento das lutas das mulheres nos territórios amazônicos.

Essas iniciativas evidenciam a força das mulheres amazônicas na defesa da vida, dos territórios e da justiça socioambiental. Ao promover espaços de formação, espiritualidade, partilha e incidência social, as ações articuladas pela REPAM e por organizações parceiras reafirmam que a luta das mulheres é essencial para a construção de comunidades mais justas, solidárias e comprometidas com o cuidado da Casa Comum.

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