Encontro da REPAM-Brasil reúne lideranças femininas do território para construir plano estratégico voltado à justiça, direitos e ação para todas as mulheres
Entre os dias 25 e 28 de março, a cidade de Santarém (PA) recebe o 1º Encontro das Mulheres Cirandeiras da REPAM-Brasil, reunindo lideranças femininas de diferentes territórios amazônicos em um espaço de escuta, espiritualidade, formação e construção coletiva.
O encontro tem como objetivo promover um intercâmbio profundo entre as mulheres, a partir da realidade do Baixo Amazonas, e avançar na construção de um plano de ação estratégico voltado às mulheres, alinhado ao Planejamento Estratégico da REPAM-Brasil (2025–2030) .

A abertura foi marcada por uma mística que expressa a essência do encontro:
“Direitos, Justiça e Ação brotam da Terra e das Águas”.
O momento reuniu espiritualidade, memória e compromisso, conectando as trajetórias de luta das mulheres cirandeiras com a defesa da vida, dos territórios e dos direitos.
Mais do que um encontro, a iniciativa se constitui como um espaço de fortalecimento coletivo, onde histórias de vida, experiências e resistências se entrelaçam. As participantes assumem, juntas, o compromisso de defender políticas públicas justas, valorizar o trabalho invisibilizado das mulheres e promover ações concretas em seus territórios.

A programação dialoga diretamente com o V Fórum das Mulheres do Baixo Amazonas, ampliando a troca entre diferentes organizações e lideranças femininas. Ao longo dos dias, são abordados temas fundamentais como:
- autocuidado e saúde integral
- geração de renda e autonomia econômica
- participação política das mulheres
- enfrentamento à violência doméstica e familiar
As atividades incluem mesas temáticas, oficinas, momentos de espiritualidade e construção coletiva, fortalecendo a formação e a atuação sociopolítica das mulheres amazônicas .
O encontro também reafirma o compromisso da REPAM com a promoção da participação das mulheres nos espaços eclesiais e sociais, contribuindo para processos de liderança, governança e incidência nos territórios.
Ao final, será consolidada uma agenda de ações para 2026, com foco na ampliação de direitos, no fortalecimento das redes de proteção e na construção de caminhos de transformação a partir das mulheres amazônicas.
Em Santarém, entre águas, territórios e memórias, as mulheres cirandeiras seguem tecendo caminhos de resistência, cuidado e esperança — reafirmando que, quando as mulheres se organizam, a vida se levanta com elas.

