Um novo levantamento internacional trouxe um dado relevante para o cenário ambiental brasileiro: o país registrou uma queda de 42% na perda de cobertura florestal em 2025, segundo dados do Global Forest Watch, iniciativa do World Resources Institute.
Apesar do avanço, o Brasil ainda perdeu cerca de 1,6 milhão de hectares de florestas tropicais úmidas, o que evidencia que, embora haja progresso, a pressão sobre os territórios permanece significativa.
Um sinal positivo — com impacto global
A redução brasileira teve repercussão internacional. O país contribuiu diretamente para a queda global na perda de florestas tropicais, indicando que políticas públicas, fiscalização e articulação entre diferentes setores podem gerar resultados concretos.
Especialistas apontam que a diminuição está ligada, sobretudo, à redução do desmatamento direto — aquele associado à expansão agropecuária, exploração ilegal e ocupações irregulares.
Avanço importante, mas insuficiente
Mesmo com a redução expressiva, o Brasil segue entre os países com maior perda florestal em números absolutos, respondendo por uma parcela significativa da devastação global.
Além disso, o ritmo atual ainda está distante das metas internacionais de zerar o desmatamento até 2030, reforçando a necessidade de intensificar ações estruturantes.
O que está em jogo: territórios, povos e vida
Para a REPAM-Brasil, os dados reforçam uma realidade já vivida nos territórios:
a proteção das florestas está diretamente ligada à defesa dos povos indígenas, comunidades tradicionais e da biodiversidade amazônica.
Mesmo com a redução dos índices, persistem ameaças como:
- avanço da mineração ilegal
- grilagem de terras
- expansão da fronteira agrícola
- violência contra defensores do território
Nesse contexto, a floresta não pode ser vista apenas como indicador ambiental, mas como espaço de vida, cultura e espiritualidade.
Caminhos necessários
Os resultados apontam que é possível avançar quando há prioridade política e ação coordenada. No entanto, também evidenciam que:
- é preciso fortalecer a fiscalização e o combate aos crimes ambientais
- ampliar políticas de proteção territorial
- garantir os direitos dos povos originários e comunidades tradicionais
- promover modelos econômicos sustentáveis na Amazônia
Um chamado à responsabilidade coletiva
A redução das perdas florestais em 2025 é um sinal de esperança, mas também um alerta:
sem compromisso contínuo, os avanços podem ser revertidos.
Cuidar da floresta é cuidar da vida — e exige uma ação conjunta entre governos, sociedade civil e comunidades locais, em sintonia com os princípios da ecologia integral.

