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A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) cumpre, nesta segunda-feira (15), uma série de agendas institucionais em Brasília voltadas à defesa dos povos amazônicos e à construção de políticas públicas que promovam desenvolvimento com justiça socioambiental.

Às 15h, representantes da REPAM-Brasil e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reúnem com o ministro Odair Cunha, do Tribunal de Contas da União (TCU), para dialogar sobre os processos relacionados à Ferrogrão (EF-170). A proposta é contribuir para o debate institucional sobre os desafios associados ao empreendimento, destacando a importância da segurança jurídica, da participação social e do respeito aos direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais potencialmente impactados.

A REPAM-Brasil reforça que não se posiciona contra o desenvolvimento econômico ou a implantação de infraestrutura na Amazônia. A preocupação central é que grandes empreendimentos sejam conduzidos com diálogo, transparência e mecanismos adequados de participação, reduzindo riscos de conflitos territoriais, judicialização e insegurança institucional.

Já às 17h, a Rede participa de audiência na Secretaria-Geral da Presidência da República para debater estratégias de prevenção e enfrentamento da estiagem prevista para a Amazônia no segundo semestre de 2026. O encontro busca fortalecer a cooperação entre o governo federal e as organizações da sociedade civil diante dos impactos crescentes das mudanças climáticas sobre os territórios amazônicos.

A REPAM-Brasil apresentará preocupações relacionadas ao agravamento das secas registradas nos últimos anos, que têm provocado o isolamento de comunidades, insegurança alimentar, dificuldades de acesso à água potável, aumento de queimadas e impactos sobre a saúde das populações da região.

Entre as propostas que serão apresentadas estão a criação de canais permanentes de diálogo entre governo e organizações amazônicas, o fortalecimento de sistemas de monitoramento climático e hidrológico, a produção de diagnósticos territoriais participativos e a construção de estratégias preventivas voltadas à proteção dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e demais comunidades tradicionais.

Para a REPAM-Brasil, a preparação para a seca de 2026 representa uma oportunidade de transformar os compromissos assumidos pelo Brasil na agenda climática internacional em ações concretas de adaptação, proteção de direitos e fortalecimento da resiliência dos territórios amazônicos.

A Rede reafirma seu compromisso com a promoção do diálogo, da justiça socioambiental e da defesa da vida na Amazônia, contribuindo para a construção de soluções que articulem desenvolvimento, proteção ambiental e garantia de direitos.

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