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Durante a reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Episcopal para a Juventude apresentou aos bispos os resultados parciais da Pesquisa Nacional “Evangelização da Juventude no Brasil – 2025”, estudo inédito que busca compreender os desafios, as experiências de fé e as necessidades das juventudes brasileiras na atualidade.

A apresentação foi conduzida por Dom Vilson Basso, bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal para a Juventude, que destacou a importância da escuta qualificada como instrumento para fortalecer a ação evangelizadora da Igreja no país.

Realizada entre os dias 21 de maio e 6 de julho de 2025, a pesquisa ouviu 11.498 adolescentes e jovens de 12 a 29 anos, de todas as regiões do Brasil, por meio de um questionário digital autoaplicável. A iniciativa contou com a colaboração do Observatório Juventudes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília (UCB) e do Departamento de Teologia da PUC-Rio.

De acordo com o relatório, a escuta sinodal envolveu bispos, assessores, lideranças juvenis, comunicadores, leigos e religiosos, reafirmando o compromisso da Igreja com a participação ativa das juventudes nos processos de discernimento e tomada de decisão.

Os dados revelam que os jovens brasileiros enfrentam desafios significativos relacionados à saúde mental, às relações familiares e ao uso excessivo das tecnologias digitais. Entre as principais dificuldades apontadas estão os problemas familiares (17,2%), a dependência digital (16%), os adoecimentos psíquicos (13%) e a pressão acadêmica (12%).

Ao mesmo tempo, a pesquisa destaca importantes fatores de proteção e resiliência. Para 64% dos participantes, a espiritualidade é uma fonte de apoio no cotidiano, enquanto 55,8% afirmam que a participação em grupos e pastorais fortalece sua vida e sua saúde emocional. A convivência com amigos e a esperança em relação ao futuro também aparecem como elementos fundamentais para a construção de trajetórias mais saudáveis e significativas.

Outro dado relevante é a centralidade da fé na vida dos jovens entrevistados. A pesquisa aponta que 98,3% dos respondentes se declaram católicos e que a família continua sendo o principal espaço de transmissão da fé, responsável pela aproximação de 65,1% dos jovens com a Igreja.

A pesquisa reforça a necessidade de uma pastoral juvenil cada vez mais próxima das realidades concretas vividas pelas juventudes, capaz de acolher seus sofrimentos, reconhecer suas potencialidades e construir caminhos de esperança diante dos desafios contemporâneos.

Ao apresentar os resultados aos bispos do Conselho Permanente, a Comissão Episcopal para a Juventude reafirmou que a evangelização das juventudes exige escuta atenta, presença significativa e compromisso com a promoção da vida plena, especialmente em um contexto marcado por profundas transformações sociais, culturais e digitais.

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