Entre os dias 10 e 14 de agosto de 2026, organizações populares, pastorais sociais, movimentos e entidades de todo o país estarão unidas na realização da Semana Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo, uma iniciativa da Campanha Contra a Violência no Campo que busca fortalecer a denúncia das violações de direitos e a defesa da vida dos povos das águas, do campo e das florestas.
A mobilização ocorre no contexto do Dia de Luta Contra a Violência no Campo, celebrado em 12 de agosto, em memória da líder sindical Margarida Alves, símbolo da resistência e da luta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. Neste ano, a Campanha completa quatro anos de atuação articulada na proteção das comunidades, na incidência junto aos poderes públicos e na promoção dos direitos humanos nos territórios.
O objetivo da Semana é dar visibilidade às múltiplas formas de violência que persistem nos territórios, fortalecer a solidariedade às populações atingidas e ampliar o diálogo com a sociedade sobre a urgência de políticas públicas que garantam justiça, proteção e dignidade para os povos tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, camponeses e extrativistas.
As organizações são convidadas a incorporar a temática em suas agendas locais ou promover novas iniciativas, como rodas de conversa, seminários, celebrações, vigílias, atos públicos, audiências, ações de incidência institucional, campanhas de comunicação, lives, atividades culturais e educativas. A proposta é construir uma ampla articulação nacional que una memória, denúncia e esperança em defesa dos territórios e da vida.
A REPAM-Brasil soma-se a este chamado, reafirmando seu compromisso com a ecologia integral, a defesa dos direitos humanos e o protagonismo dos povos amazônicos. Em um contexto marcado pelo avanço de conflitos socioambientais e pela pressão sobre os territórios, fortalecer redes de solidariedade e mecanismos de proteção coletiva torna-se uma tarefa urgente e indispensável para a construção do Bem Viver.
As entidades interessadas em integrar a programação nacional devem encaminhar as informações de suas atividades até o dia 31 de julho de 2026, contribuindo para a construção de um calendário unificado de mobilização e incidência em todo o país.

