O último fim de semana foi marcado por uma intensa agenda de mobilização, formação e fortalecimento comunitário nos territórios acompanhados pela REPAM-Brasil. Oficinas, encontros pastorais e processos de escuta reafirmaram o compromisso das comunidades com a ecologia integral, a valorização dos saberes tradicionais e a construção coletiva de alternativas sustentáveis para a Amazônia e seus povos.

No dia 27 de junho, a comunidade Alegria, no Território Campestre, em Timbiras (MA), sediou a oficina “Manejo Florestal e Mudanças Climáticas”, reunindo 25 participantes. A atividade, apoiada pela REPAM-Brasil e conduzida por Ivanessa Ramos, mestra popular em sistemas agroflorestais, promoveu uma reflexão coletiva sobre os impactos das mudanças climáticas nos modos de vida locais. O encontro buscou identificar ameaças à biodiversidade e fortalecer estratégias de resistência baseadas no manejo tradicional das florestas e na valorização dos conhecimentos ancestrais.

Já no dia 28 de junho, o território deu continuidade às ações formativas com a realização da oficina de Economia Solidária, que contou com a participação de 37 pessoas. O encontro reforçou a importância da organização comunitária, da geração de renda sustentável e da construção de modelos econômicos comprometidos com o bem viver e a justiça socioambiental.

Também neste fim de semana aconteceu a Escuta Territorial do Setor Setuba, espaço fundamental para ouvir as demandas, desafios e esperanças das comunidades, fortalecendo os processos de participação popular e incidência territorial.

Escuta territorial setor Setuba!

Em Marabá, agentes pastorais e lideranças iniciaram mais uma jornada de fé e compromisso social durante o encontro da REPAM, conduzido pela articuladora territorial Joana Menezes. O momento reafirma a missão da Rede de caminhar junto aos povos amazônicos, promovendo organização, espiritualidade e defesa da vida.
Outra iniciativa de destaque ocorreu no povoado Passagem do Lago, onde foi realizada, no dia 27 de junho, uma oficina do projeto de Meliponicultura, envolvendo as comunidades de Passagem do Lago, São Pedro e São João. A formação contou com atividades teóricas pela manhã e práticas no período da tarde, ministradas por José de Ribamar e Claudomar Damasceno.

Segundo Eliane Gentil, integrante do território:
“Parabéns a todos pelo belo trabalho coletivo. Vale reforçar que Claudomar e Ribamar são proprietários da empresa Mel dos Lençóis, que neste ano conquistou, pela segunda vez consecutiva, o título de melhor mel de tiúba do Brasil, na florada do mirim, fruta nativa desta região.”
A experiência representa um importante passo para fortalecer a sustentabilidade das comunidades e ampliar, no futuro, a produção para outros territórios, valorizando a biodiversidade local e gerando novas oportunidades de desenvolvimento solidário.
As atividades realizadas neste fim de semana demonstram a vitalidade dos territórios e a potência das iniciativas construídas a partir do protagonismo comunitário, da espiritualidade e da defesa da Casa Comum. Em cada oficina, encontro e escuta, renova-se o compromisso coletivo de semear esperança e construir caminhos de resistência diante dos desafios socioambientais contemporâneos.

