Notícia

A REPAM Marabá celebra importantes avanços na defesa dos territórios amazônicos, reafirmando seu compromisso com a promoção da justiça socioambiental e dos direitos dos povos originários e comunidades tradicionais.

Ao longo dos últimos anos, a atuação da rede tem fortalecido ações de enfrentamento ao uso indiscriminado de agrotóxicos, de resistência à derrocada do Pedral do Lourenzão, de proteção aos babaçuais e de construção coletiva de Protocolos de Consulta e Protocolos Bioculturais, instrumentos fundamentais para garantir o respeito à autodeterminação e aos modos de vida das populações tradicionais.

Entre os principais resultados desse trabalho destacam-se:

  • Povo Aikewara-Suruí – Protocolo de Consulta já construído e consolidado, fortalecendo a defesa do território e assegurando o direito à consulta livre, prévia e informada.
  • Povo Gavião (Terra Indígena Mãe Maria) – Processo em constante amadurecimento, desenvolvido por meio de diversas reuniões, escutas e debates, respeitando o tempo próprio e o contexto histórico do povo.
  • Povo Awaeté-Parakanã (Novo Repartimento e Itupiranga) – Realização de oficinas e articulação permanente com a FUNAI Brasília e o Projeto Parakanã para o fortalecimento da governança territorial.
  • Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB Regional Pará) – Protocolo Biocultural concluído e pronto para seu lançamento oficial, consolidando a proteção dos conhecimentos tradicionais e do território das comunidades.

Cada uma dessas conquistas representa o fortalecimento da autonomia dos povos e comunidades na tomada de decisões sobre seus territórios, garantindo que suas vozes sejam respeitadas diante de empreendimentos e políticas que possam impactar seus modos de vida.

Para a REPAM Marabá, proteger a Amazônia significa reconhecer que seus principais guardiões são os povos indígenas, as quebradeiras de coco babaçu e as comunidades tradicionais, protagonistas históricos da conservação da floresta e da defesa da biodiversidade.

Celebramos essas conquistas e seguimos fortalecendo processos de diálogo, incidência e organização comunitária, certos de que a proteção da floresta passa, necessariamente, pelo reconhecimento da soberania e dos direitos daqueles que nela vivem.

Viva a força, a resistência e o protagonismo dos guardiões e guardiãs da Amazônia!

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