Notícia

A Associação de Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MTR) de Santarém realizou um importante encontro para a revisão de seu estatuto, reunindo representantes dos três polos de atuação da organização. A atividade, realizada no auditório do STTR de Santarém, marca mais um passo no fortalecimento institucional da associação e na construção de uma atuação cada vez mais alinhada às demandas das mulheres dos territórios.

O processo de revisão estatutária vem sendo construído de forma participativa. Antes do encontro final, a proposta foi debatida em diferentes polos, garantindo que as associadas contribuíssem com sugestões e reflexões sobre o documento.

Segundo Edilena, segunda coordenadora da Associação de Mulheres do MTR, o objetivo é tornar o estatuto mais próximo da realidade vivida pelas mulheres.

“Estamos revisando o nosso estatuto para que ele realmente represente a nossa organização e possa ser colocado em prática. Identificamos artigos que já não dialogavam com a nossa realidade e fizemos uma construção coletiva para adequá-lo às necessidades da associação. Queremos um documento mais objetivo, que fortaleça nossa atuação e reflita aquilo que fazemos no dia a dia.”

A revisão também busca fortalecer a organização interna da associação, consolidando sua atuação em pautas relacionadas à autonomia econômica das mulheres, à agroecologia, aos quintais produtivos, à formação e ao desenvolvimento das comunidades onde atuam.

O trabalho conta com a parceria da organização Terra de Direitos, que acompanha tecnicamente o processo por meio de assessoria jurídica, contribuindo para que o novo estatuto esteja em conformidade com a legislação e fortaleça a governança da entidade.

Para a Associação de Mulheres do MTR, a atualização do estatuto representa mais do que uma adequação administrativa: é um instrumento de fortalecimento da organização coletiva, da participação das mulheres e da defesa de seus direitos, reafirmando o protagonismo feminino na construção de territórios mais justos, sustentáveis e solidários.

A iniciativa reforça a importância de processos participativos na gestão das organizações populares e demonstra como a construção coletiva fortalece a autonomia e a capacidade de incidência das mulheres na Amazônia.

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