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A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) reforçou a necessidade de proteção das comunidades e dos ecossistemas amazônicos diante dos projetos de expansão da dragagem e do tráfego de grandes embarcações na hidrovia do rio Madeira.

O posicionamento integra reportagem publicada nesta quinta-feira (20) pela Mongabay Brasil, que aborda a preocupação de comunidades ribeirinhas do Amazonas e de Rondônia com o aumento do tráfego de barcaças e os impactos da expansão da hidrovia. A matéria relata acidentes envolvendo grandes embarcações e chama atenção para os riscos à segurança de populações que dependem diariamente do rio para deslocamentos, acesso à saúde, educação, trabalho e outras atividades.

Na reportagem, a Mongabay destaca o relatório técnico publicado pela REPAM-Brasil em junho, que alerta para riscos socioambientais relacionados à expansão da dragagem no rio Madeira. Entre os pontos levantados estão fragilidades no licenciamento ambiental, ausência de consulta prévia às comunidades e necessidade de estudos atualizados capazes de avaliar os impactos das intervenções sobre a dinâmica do rio, dos lagos conectados e dos ecossistemas amazônicos.

Ouvida pela reportagem, a secretária executiva da REPAM-Brasil, Ir. Maria Irene Lopes, reforçou que qualquer intervenção no rio Madeira deve considerar, antes de tudo, a vida e os direitos das populações que dependem desse território.

“O rio Madeira é um território vivo, do qual dependem povos indígenas, comunidades ribeirinhas e ecossistemas fundamentais para a Amazônia”, afirmou.

Para a REPAM-Brasil, independentemente do cenário político e eleitoral, é fundamental que o Estado brasileiro assegure estudos ambientais adequados, consulta livre, prévia e informada às populações potencialmente afetadas e avaliação dos impactos cumulativos das intervenções previstas para a hidrovia.

A reportagem mostra ainda que as preocupações vão além dos impactos ambientais. Moradores ouvidos pela Mongabay relatam medo diante da circulação de grandes comboios e questionam como a ampliação desse tráfego poderá afetar a segurança das pequenas embarcações que fazem parte do cotidiano das comunidades.

A manifestação da REPAM-Brasil reafirma o compromisso da Rede com a defesa da vida, dos territórios amazônicos e do direito dos povos e comunidades tradicionais de serem ouvidos e participarem das decisões sobre grandes projetos que afetam seus modos de vida.

Leia a reportagem completa: Acidentes fatais com barcaças aumentam o medo sobre a expansão da hidrovia do Rio Madeira

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