NotíciaSem categoria

Nos dias 22 e 23 de agosto, jovens da Comunidade Alegria, no Território Campestre, em Timbiras (MA), participaram da oficina “Vozes do Campo – Comercialização e Comunicação Comunitária”, um espaço de formação, troca de experiências e valorização dos saberes e das potencialidades do território.

Com o lema “Mostre seu produto, mostre seu afeto”, a atividade trabalhou estratégias de comunicação e divulgação dos produtos locais, especialmente por meio das redes sociais, incentivando os jovens a reconhecerem a comunicação como uma importante ferramenta para fortalecer as iniciativas desenvolvidas na própria comunidade.

Um dos momentos marcantes foi a “Mística da Comunhão – Comunicação com a Terra e com o Pão”, realizada em círculo, ao redor de uma mandala de terra ornamentada com coco babaçu e cachos de arroz. Ao som da Canção da Terra, os participantes, de pés descalços, foram convidados a estabelecer uma conexão com o chão, com suas raízes e com a ancestralidade.

Matias Filho, do Comitê Maranhão Norte, descreveu a experiência:

“Iniciamos com um sol bonito, acolhedor e radiante, em círculo com as mulheres, juventude e lideranças, ao redor da mandala de terra. Ao som da Canção da Terra, começamos a nos conectar com a terra, com os pés descalços e firmados no chão. A sinergia da terra nos levou para a ancestralidade e, em seguida, comungamos o pão da terra, fruto da comunhão com as raízes e com as sementes. No final, nos abraçamos e nos sentimos terra e pertencentes à terra.”

Ao longo da oficina, os participantes também refletiram sobre maneiras de comunicar e valorizar aquilo que é produzido na comunidade, utilizando especialmente as redes sociais para ampliar a visibilidade das iniciativas locais e fortalecer a comercialização.

A formação teve como facilitadores Breno Muniz, Fábio Silva, Matias Filho e Nádia Carvalho, que conduziram momentos de aprendizado, diálogo e construção coletiva.

A experiência reforçou que a comunicação comunitária vai além da divulgação: ela também é uma forma de fortalecer vínculos, preservar memórias, valorizar saberes e ampliar o protagonismo da juventude e das comunidades do campo. Ao final, ficou o sentimento de pertencimento e a certeza de que comunicar o território é também cuidar da terra, das raízes e das histórias de quem nela vive.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

Postar Comentário