Encontro em Ananindeua reflete sobre ecologia integral e COP30 com crianças e adolescentes

No último sábado, a Articulação COP30 promoveu o encontro “Ecologia Integral e COP30”, realizado no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Ananindeua (PA). A atividade reuniu cerca de 80 crianças e adolescentes, além de 16 adultos, em um momento de reflexão e diálogo sobre a conferência do clima e seus impactos na vida das novas gerações.

A programação abordou temas como mudanças climáticas, justiça socioambiental e a importância do protagonismo comunitário. As crianças compartilharam experiências e ouviram relatos sobre ações já em andamento na região, como o reflorestamento de áreas degradadas e o cuidado com nascentes de igarapés, práticas comuns no município.

O encontro contou com a parceria do Centro Alternativo de Cultura (CAC/Jesuítas). Para a organização, é impossível discutir clima sem considerar o papel da infância, especialmente em contextos como o de Ananindeua — cidade marcada pela ausência de políticas públicas, de espaços adequados para brincar e até de serviços básicos como água, saúde e educação. A degradação do rio 40 Horas, que antes banhava o bairro de muitas crianças e hoje se encontra morto, é exemplo do impacto direto da falta de cuidado socioambiental na vida da comunidade.

“Não há possibilidade de refletir sobre justiça climática sem considerar a presença da infância, que está entre os públicos mais afetados”, afirmou Juscelio Pantoja, coordenador do CAC.

Para Joana Menezes, da Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, articulada com a REPAM rumo à COP30, a atividade reforçou o papel formativo e mobilizador junto às novas gerações.

“Falar da COP30 com crianças e adolescentes é essencial para que compreendam que a crise climática não é um problema distante, mas algo que já afeta suas vidas e territórios. Quando esses jovens participam, refletem e se engajam, criamos bases mais fortes para comunidades que se organizam e buscam soluções de cuidado com a Amazônia e com o planeta.”

O encontro encerrou-se com a certeza de que incluir crianças e adolescentes no debate climático não é apenas pedagógico, mas estratégico para provocar transformações sociais mais profundas, capazes de envolver também os adultos na construção de soluções para o presente e o futuro da Amazônia

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