Mobilização dos Povos participa de debate com o MAB sobre os desafios rumo à Cúpula dos Povos e COP30

Encontro em Belém fortalece alianças e articulações entre organizações populares e movimentos atingidos por barragens


Diálogo e articulação entre os territórios e os maretórios

No dia 13 de agosto, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reuniu diversas organizações e movimentos sociais na Embaixada dos Povos, em Belém (PA), para o encontro “Os desafios dos Atingidos rumo à Cúpula dos Povos e à COP30 – Diálogos com parceiros”. A atividade foi mais uma etapa fundamental no processo de construção coletiva da participação popular nos espaços de incidência climática.

O encontro teve como objetivo dialogar com as organizações parceiras sobre a atuação conjunta na COP30, marcada para 2025 em Belém. Também foi momento de preparação para o IV Encontro Internacional dos Atingidos e para a Cúpula dos Povos, espaço autônomo da sociedade civil que acontece paralelamente à conferência oficial da ONU sobre mudanças climáticas.


REPAM compartilha escutas territoriais e entrega carta de demandas

A Articulação REPAM-COP30, por meio da Mobilização dos Povos pela Terra e pelo Clima, esteve presente na atividade representada por Joana Menezes e Eduardo Soares. Na ocasião, Eduardo compartilhou os caminhos trilhados nos territórios e maretórios da Amazônia Legal em preparação para a COP30.

Durante sua fala, Eduardo apresentou as experiências de rodas de conversa, oficinas e escutas realizadas pela Mobilização dos Povos nos últimos meses, e realizou a entrega simbólica da Carta de Demandas, documento construído a partir das vozes de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, extrativistas e urbanas da Amazônia.

“Estamos todos conectados em nossas lutas e sonhos, compondo a Cúpula dos Povos rumo à COP30. É a partir dos territórios que se constroem as verdadeiras soluções para a crise climática”, reforçou Eduardo Soares.


Caminhos que se cruzam na defesa da Casa Comum

A participação no encontro promovido pelo MAB reforça o compromisso da Mobilização dos Povos em articular forças com outros movimentos populares, reconhecendo a luta dos atingidos por barragens como parte essencial da defesa da vida, dos territórios e da justiça climática.

A Mobilização seguirá presente em atividades preparatórias, fortalecendo redes e promovendo a escuta ativa dos territórios que historicamente têm sido impactados por políticas energéticas injustas e decisões tomadas sem a consulta livre, prévia e informada.

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