Notícia

Entre os dias 13 e 15 de março, Brasília sediou o Encontro da Igreja pós-COP, reunindo mais de 70 representantes de diversas regiões do Brasil, entre integrantes de organismos eclesiais, pastorais, redes e instituições comprometidas com a defesa da Casa Comum e com a incidência socioambiental.

O encontro foi um espaço de partilha, avaliação e articulação das ações da Igreja diante dos desafios climáticos atuais. A iniciativa buscou fortalecer a presença e a contribuição das organizações eclesiais no debate público sobre justiça climática, proteção dos biomas e defesa dos povos e comunidades tradicionais.

Um dos momentos significativos do encontro foi a presença de André Corrêa do Lago, presidente da COP, que dialogou com os participantes sobre os desafios e os caminhos do processo climático internacional. Em sua participação, destacou também a importância da presença da sociedade civil e das organizações da Igreja na construção de propostas e mobilizações durante a COP30, que será realizada no Brasil.

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) e a Comissão Episcopal para a Amazônia (CEA) também estiveram presentes no encontro, representadas pela secretária executiva da REPAM e assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia Ir. Irene Lopes, juntamente com Joana Menezes , da articulação e presença no território. A participação reforçou o compromisso das redes e organismos eclesiais da Amazônia em contribuir com o diálogo e a incidência da Igreja nas agendas socioambientais e climáticas.

Durante os três dias de atividades, os participantes refletiram sobre os desafios socioambientais do país, a incidência política em defesa da vida e do clima, e o papel das comunidades eclesiais na mobilização da sociedade diante da crise ambiental.

Nesse contexto, a Ir. Irene, destacou a importância do encontro como momento de escuta e fortalecimento do compromisso da Igreja com a justiça climática:

“Este encontro pós-COP é um momento importante para avaliar os caminhos percorridos e fortalecer o compromisso da Igreja com a justiça climática, escutando os povos e territórios que vivem diretamente os impactos da crise ambiental.”

Inspiradas pelo magistério do Papa Francisco, as organizações eclesiais reafirmaram a importância de fortalecer processos de articulação, formação e mobilização social, capazes de gerar respostas concretas diante da crise climática, colocando no centro a dignidade dos povos e a proteção dos territórios.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

Postar Comentário