O Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental (FMCJS) reuniu, entre os dias 23 e 27 de fevereiro, em Brasília, representantes de diversos biomas brasileiros para o Seminário Nacional 2026, que celebrou 15 anos de atuação em defesa da ecologia integral e do Bem Viver. Ao final do encontro, os participantes divulgaram uma carta pública com denúncias, reflexões e compromissos frente à crise climática e socioambiental.
O documento destaca que, ao longo de sua trajetória, o fórum contribuiu para fortalecer práticas populares e comunitárias que demonstram ser possível construir modelos de vida centrados na sustentabilidade e no cuidado com a natureza. Ao mesmo tempo, alerta para o agravamento das mudanças climáticas e para a expansão de atividades econômicas predatórias em diferentes territórios do país.
Entre as preocupações apontadas estão o avanço do agronegócio sobre áreas de floresta e cerrado, a exploração de minérios e combustíveis fósseis, a instalação de grandes empreendimentos energéticos e a pressão por privatização de rios importantes da Amazônia, como Madeira, Tapajós e Tocantins.
A carta também denuncia a disseminação de fake news climáticas e falsas soluções apresentadas pelo mercado “verde”, além da tentativa de individualizar a chamada “ansiedade climática”, quando, segundo os participantes, a crise exige respostas coletivas e estruturais.
Durante o seminário, representantes de todos os biomas brasileiros compartilharam experiências de resistência e de construção de alternativas baseadas nos modos de vida de povos originários, comunidades tradicionais e movimentos populares. Para os participantes, esses saberes são fundamentais para enfrentar o colapso climático e construir sociedades baseadas no Bem Viver.
Outro ponto destacado na carta é a defesa do direito à água, à proteção dos rios e dos territórios, além da segurança de defensores e defensoras socioambientais, frequentemente ameaçados em contextos de conflitos territoriais.
Em ano eleitoral, o fórum também faz um chamado à sociedade para fortalecer a democracia e eleger representantes comprometidos com políticas públicas que priorizem a vida, a justiça socioambiental e a proteção da Mãe Terra.
Confira a Carta completa aqui.

