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Bacabal, no Maranhão, deu um importante passo na defesa da vida, da saúde e do meio ambiente. Nesta terça-feira, a Câmara Municipal aprovou, por 15 votos a 1, o Projeto de Lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos por aviões e drones no município.

A decisão representa uma conquista histórica para as comunidades que vêm denunciando os impactos da contaminação por agrotóxicos sobre a saúde das famílias, a produção de alimentos e os territórios. É também resultado da mobilização popular e da resistência de quem se recusa a aceitar que o lucro do agronegócio esteja acima da vida.

A aprovação da lei responde a uma realidade de violações vividas por famílias agricultoras que tiveram suas roças destruídas e seus modos de vida ameaçados pela aplicação indiscriminada de venenos. Nesse contexto, ganha destaque a coragem de Joacy, Lecy e Ariele, cuja denúncia diante da devastação provocada por um drone com agrotóxico ajudou a impulsionar essa conquista. A dor vivida pela família se transformou em luta coletiva — e a luta, agora, se transforma em proteção legal para o território.

Também é importante reconhecer o posicionamento das vereadoras e dos vereadores que votaram em favor da vida, assim como a iniciativa do prefeito Roberto Costa, ao encaminhar o projeto em caráter de urgência à Câmara Municipal.

Com essa decisão, Bacabal se soma à defesa de um modelo de produção comprometido com a saúde do povo, com a agroecologia, com a preservação da água e com o direito a uma alimentação saudável. Proteger os territórios da pulverização aérea de agrotóxicos é afirmar que a vida deve estar no centro das decisões públicas.

A REPAM-Brasil se une a essa celebração e reafirma seu apoio às comunidades e movimentos que seguem construindo caminhos de justiça socioambiental e de cuidado com a Casa Comum.

Queremos territórios livres de veneno. Viva a agroecologia!

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