A Assembleia Nacional do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras encerra-se neste sábado, 7 de fevereiro, reafirmando o compromisso da Igreja e dos movimentos sociais com a defesa da vida, das águas e dos territórios. O encontro contou com a participação da Rede Eclesial Pan-Amazônica, representada por Joana Menezes, fortalecendo o caminho de sinodalidade construído junto aos povos das águas e aos territórios pesqueiros da Pan-Amazônia.

A presença da REPAM reforçou a escuta e o caminhar conjunto com pescadores e pescadoras artesanais, reconhecendo seus saberes, modos de vida e a centralidade dos territórios pesqueiros para a sustentabilidade da vida. Em um contexto de crescentes ameaças — como a degradação ambiental, a pressão sobre os territórios e a violação de direitos —, o diálogo evidenciou a urgência de uma defesa intransigente das águas e dos bens comuns.
Inspirados pelo chamado de Dom José Altevir da Silva, os participantes reafirmaram a missão de cuidar da Casa Comum a partir da perspectiva da Ecologia Integral, que integra justiça social, ambiental, econômica e cultural. A Assembleia destacou que proteger os territórios pesqueiros é também garantir dignidade, cultura e vida aos povos das águas.
A atuação conjunta da Igreja e dos movimentos sociais se consolida, assim, como sinal de esperança e compromisso concreto com a justiça socioambiental na Pan-Amazônia, fortalecendo redes de solidariedade, resistência e cuidado com a vida.


