O sétimo dia da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi marcado por momentos de profunda espiritualidade, reflexão e compromisso com a dignidade da vida, especialmente na proteção de menores e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A programação contou com a Celebração Eucarística presidida por Dom João Inácio Müller, em memória dos arcebispos e bispos falecidos. Em clima de oração e gratidão, a Igreja no Brasil recordou a trajetória daqueles que dedicaram suas vidas à missão evangelizadora, reafirmando a comunhão entre as gerações e o testemunho que permanece vivo na caminhada eclesial.
Um dos destaques do dia foi a assinatura de um protocolo de intenções entre a Pontifícia Comissão para a Tutela de Menores, a CNBB e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). A iniciativa reforça o compromisso da Igreja com a criação e o fortalecimento de ambientes seguros, consolidando diretrizes e ações concretas para a proteção de crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis em todos os espaços eclesiais.
O tema também foi aprofundado na coletiva de imprensa do dia, que destacou os avanços, desafios e a responsabilidade contínua da Igreja na promoção de uma cultura de cuidado, escuta e prevenção. Os bispos ressaltaram que a proteção não é apenas uma diretriz institucional, mas uma exigência ética e evangélica.
Outro momento significativo foi a celebração ecumênica, marcada pela luz de Cristo e por um forte apelo à paz. Em um contexto global de conflitos e tensões, a celebração reforçou a importância do diálogo, da unidade entre as diferentes tradições cristãs e do compromisso comum com a construção de um mundo mais justo e fraterno.
A programação litúrgica também contou com a Eucaristia presidida por Dom Gilberto Pastana, fortalecendo a dimensão espiritual que sustenta os trabalhos da Assembleia ao longo de toda a semana.
Além disso, os conteúdos do Boletim Igreja no Brasil – Edição Especial (Dia 7) e o episódio #05 do CNBB Podcast trouxeram uma síntese dos principais acontecimentos, ampliando o acesso dos fiéis e da sociedade às reflexões e decisões que marcam este importante encontro da Igreja no país.
O sétimo dia reafirma o caminho de uma Igreja comprometida com a memória, a responsabilidade e o cuidado com a vida, especialmente daqueles que mais precisam de proteção e atenção.

