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Na tarde desta terça-feira (11), o Pavilhão do Brasil na COP30 recebeu o painel “Justiça Climática, Implementação de NDCs e a Contribuição dos Grupos de Fé”, reunindo representantes religiosos, povos originários e autoridades governamentais em torno de um mesmo propósito: fortalecer a ação climática a partir da espiritualidade, do diálogo inter-religioso e do compromisso ético com a Casa Comum. 

O encontro destacou que, na América Latina e em outras regiões, o campo religioso tem papel determinante na defesa dos direitos humanos e socioambientais. Todas as tradições de fé compartilham o chamado ao cuidado com a natureza e à promoção da justiça, enquanto as cosmovisões dos povos originários e comunidades tradicionais oferecem caminhos concretos para a proteção da biodiversidade e o enfrentamento da crise climática. 

Entre os participantes estiveram Jocabed R. Solano Miselis (Memoria Indígena e Rede de Fé pela Justiça Climática), Sônia Mota (Tapiri Ecumênico e Inter-religioso da COP30 e CESE), Dom Nereudo Freire Henrique (REPAM-Brasil), Mametu Nangetu (Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa), Clemir Fernandes (ISER) e a Ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva. 

Em sua fala, Dom Nereudo ressaltou que “a justiça climática tornou-se parte essencial da missão evangelizadora da Igreja, pois a crise socioambiental afeta diretamente a dignidade humana, os mais pobres e o equilíbrio da criação.” Ele destacou ainda que a implementação das NDCs, no âmbito do Acordo de Paris, “aproxima fé, responsabilidade pública e compromisso com o bem comum”, lembrando que a Campanha da Fraternidade 2025, ao tratar da ecologia integral, reforça a necessidade de atitudes concretas nas comunidades de fé. 

Segundo Dom Nereudo, as paróquias e pastorais são espaços privilegiados para promover educação ecológica, consumo responsável e a proteção das nascentes, articulando-se com movimentos socioambientais. Ele concluiu afirmando que “a justiça climática expressa hoje a caridade cristã, convidando a Igreja a testemunhar com ações concretas o cuidado com a Casa Comum e com as populações vulneráveis.” 

O painel integrou a série de atividades da REPAM na COP30. 

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