Notícia

Com a participação de mulheres de diferentes territórios, entre eles o Território Alto Trombetas 2, quilombolas de Oriximiná e representantes do GT de Violência Doméstica e Familiar, o V Fórum das Mulheres do Baixo Amazonas reafirma a força das mulheres amazônidas na defesa da vida, dos territórios e dos direitos.

A REPAM-Brasil, como entidade parceira, apoia a realização do Fórum e se soma a esse espaço de escuta, formação, articulação e fortalecimento das mulheres do Baixo Amazonas. O encontro também está sendo transmitido online, ampliando seu alcance em formato de curso a distância para mulheres.

A programação teve início ontem, com a abertura oficial, mesas temáticas e palestra sobre o tema do Fórum. Após esse primeiro momento, foram realizados grupos de trabalho organizados a partir dos eixos temáticos do encontro, promovendo partilhas, reflexões e construção coletiva em torno dos desafios vividos pelas mulheres em seus territórios.

Durante a abertura, irmã Sônia destacou a missão da REPAM e da CEAMA como expressões de uma Igreja comprometida com o diálogo inter-religioso, o diálogo ecumênico e a defesa da vida na Amazônia. Em sua fala, ressaltou a centralidade das mulheres na sustentação dos “ecossistemas” da vida — nas famílias, nas comunidades, na política, na Igreja e na sociedade.

Segundo irmã Sônia, são as mulheres que sustentam a vida cotidiana, garantem a harmonia das relações, preservam os vínculos comunitários e mantêm viva a força dos territórios. Ao relacionar a ecologia integral com a vida concreta das mulheres, ela reforçou que corpo, território e comunidade não estão separados: “nós somos o nosso território”, numa perspectiva de cuidado coletivo, solidariedade e resistência.

Também na abertura, Dom Irineu Roman enfatizou o protagonismo das mulheres amazônicas como cuidadoras das famílias, guardiãs da cultura, defensoras da floresta e protagonistas da economia local. Em sua fala, reconheceu a liderança das mulheres indígenas na proteção de seus territórios, das agricultoras familiares que sustentam feiras e produções comunitárias, das ribeirinhas que enfrentam distâncias e desafios para garantir o sustento, e das jovens que conquistam espaço na educação e na ciência.

Ao saudar as mulheres presentes, as religiosas e todas as apoiadoras da iniciativa, Dom [nome] destacou que, quando as mulheres se movimentam, toda a sociedade pode ser transformada. Sua mensagem reforçou o compromisso com a dignidade, a igualdade, a fé e a esperança como caminhos para um futuro mais justo.

O V Fórum segue como um marco de articulação e inspiração para as mulheres do Baixo Amazonas, fortalecendo redes, reafirmando direitos e renovando o compromisso coletivo com a transformação social a partir dos territórios.

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