Notícia

Neste ano, recordamos os 40 anos do martírio do Pe. Josimo Tavares, assassinado em 10 de maio de 1986 por sua atuação firme na defesa dos trabalhadores rurais, dos pobres e dos povos ameaçados pela violência no campo.

Sua vida tornou-se símbolo da luta por justiça social, reforma agrária e dignidade para os povos do campo na Amazônia e em todo o Brasil. Coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Bico do Papagaio, região marcada por conflitos fundiários, Pe. Josimo denunciava as violências cometidas contra os lavradores e assumia, com coragem evangélica, a missão de defender os mais vulneráveis.

“Estou empenhado na luta pela causa dos pobres lavradores indefesos, povo oprimido nas garras dos latifúndios. Se eu me calar, quem os defenderá? […] Nem o medo me detém. É hora de assumir. […] Morro por uma causa justa!”, dizia o sacerdote em uma de suas falas mais marcantes.

Quatro décadas depois, sua memória continua viva nas comunidades, pastorais sociais e organizações populares que seguem denunciando as violações de direitos e defendendo os territórios, a vida e a Casa Comum.

A trajetória de Pe. Josimo permanece atual diante dos desafios enfrentados pelos povos amazônicos, marcados pela violência no campo, criminalização de lideranças e avanço de atividades que ameaçam a vida dos territórios.

Ao recordar seu testemunho, renovamos também o compromisso com uma Igreja profética, samaritana e comprometida com os pobres, inspirada pela coragem daqueles que entregaram a própria vida em defesa da justiça e da dignidade humana.

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