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A Papa Leão XIV apresentou nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano, a Carta Encíclica Magnifica Humanitas, documento que propõe uma profunda reflexão sobre a salvaguarda da dignidade humana diante dos avanços da inteligência artificial e das transformações tecnológicas do mundo contemporâneo.

A encíclica aborda os desafios éticos, sociais, econômicos e espirituais provocados pela era digital, reforçando a necessidade de colocar a pessoa humana no centro das decisões tecnológicas e políticas. Inspirado pela tradição da Doutrina Social da Igreja, o texto alerta para os riscos de desumanização, concentração de poder e aprofundamento das desigualdades sociais diante do avanço acelerado da inteligência artificial.

Ao longo do documento, o Papa utiliza imagens bíblicas como a Torre de Babel e a reconstrução de Jerusalém para refletir sobre os caminhos que a humanidade pode escolher diante das novas tecnologias: a construção de estruturas baseadas no poder e na exclusão ou uma sociedade fundada no diálogo, na justiça e na fraternidade.

A encíclica também reafirma princípios centrais da Doutrina Social da Igreja, como o bem comum, a solidariedade, a justiça social, a dignidade do trabalho e o cuidado com os mais vulneráveis. O documento destaca ainda a necessidade de uma responsabilidade compartilhada entre governos, empresas, universidades, comunidades religiosas e sociedade civil na construção de uma cultura digital mais humana e ética.

Para a REPAM-Brasil, a reflexão proposta pela Magnifica Humanitas dialoga diretamente com os desafios vividos pelos povos amazônicos, especialmente diante das desigualdades tecnológicas, dos impactos socioambientais e das ameaças à dignidade humana em territórios vulnerabilizados. O documento reforça a importância de uma tecnologia comprometida com o cuidado da vida, da Casa Comum e dos povos historicamente excluídos.

Ao concluir a encíclica, o Papa faz um chamado para que a humanidade escolha “o caminho de Neemias” da reconstrução coletiva, do diálogo e da comunhão em vez da lógica da exclusão e do domínio representada pela “síndrome de Babel”.

Confira a carta na íntegra,

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