A REPAM-Brasil manifesta profunda preocupação diante das recentes decisões que envolvem a redução de áreas protegidas no Jamanxim e a tentativa de avanço da Ferrogrão, projeto que segue sem licença ambiental, com pendências técnicas, jurídicas e socioambientais, além da ausência de Consulta Livre, Prévia e Informada aos povos afetados.
A Amazônia não pode ser tratada como corredor de exportação, nem seus rios, florestas e territórios colocados a serviço de um modelo de desenvolvimento que concentra lucros e socializa impactos. A defesa da vida, dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e do Rio Tapajós deve estar acima de qualquer interesse econômico.
A REPAM-Brasil se soma às vozes dos povos e organizações que denunciam os riscos da Ferrogrão e reafirma que nenhuma decisão sobre a Amazônia pode ser tomada sem escutar quem vive, protege e sustenta esses territórios.
Defender o Jamanxim é defender a vida, a Casa Comum e o futuro da Amazônia.

