O projeto Moringa: Vida e Água para a Amazônia consolidou-se como uma importante iniciativa de promoção da segurança alimentar, do acesso à água de qualidade e do fortalecimento de práticas sustentáveis em comunidades amazônicas e do Cerrado brasileiro. As ações desenvolvidas integraram formação comunitária, produção e distribuição de mudas, valorização dos saberes locais e incentivo à preservação ambiental.
Entre fevereiro e maio de 2026, o Projeto de Plantação de Moringa da Esperança, desenvolvido em parceria com a Arquidiocese de Palmas e a Cáritas Arquidiocesana, promoveu oficinas educativas, caravanas formativas e ações de assistência técnica voltadas ao cultivo da moringa e à implantação de quintais produtivos. Ao todo, foram distribuídas 600 mudas de moringa para famílias e comunidades, acompanhadas de orientações sobre manejo, irrigação e aproveitamento da planta para alimentação, saúde e purificação da água.

As atividades alcançaram diretamente 1.088 participantes, sendo 667 mulheres, 362 homens, 37 jovens e 22 adolescentes, envolvendo ribeirinhos, agricultores, comunidades quilombolas e lideranças locais. As ações foram realizadas em diversas comunidades da região de Palmas, incluindo Lago Norte, Santo Amaro, regiões Norte e Sul da capital, Colônia de Pescadores e comunidades quilombolas.
No município de Afuá, no arquipélago do Marajó (PA), o projeto fortaleceu viveiros comunitários e formou aproximadamente 135 agentes multiplicadores, entre ribeirinhos, agricultores familiares, extrativistas e pescadores artesanais, ampliando o acesso ao conhecimento sobre o uso da moringa como tecnologia social para melhoria da qualidade da água.
Além das ações territoriais, foram produzidos materiais educativos acessíveis e bilíngues, incluindo cartilhas, folders, banners e kits de sementes. Durante a programação paralela à COP30, realizada em Belém, foram distribuídas 2 mil sementes de moringa e materiais informativos, ampliando o alcance da iniciativa e promovendo a sensibilização sobre o uso da planta para segurança alimentar, reflorestamento e tratamento da água.
Os resultados alcançados demonstram o fortalecimento do protagonismo comunitário, a ampliação do conhecimento sobre práticas agroecológicas e a consolidação de redes de colaboração voltadas ao cuidado com a Casa Comum. O projeto segue em expansão, com perspectivas de novas parcerias institucionais para garantir assistência técnica continuada, ampliar a produção de mudas e fortalecer a sustentabilidade das ações nos territórios atendidos.

