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Inspiradas na imagem bíblica da tenda, as Diretrizes convidam a Igreja a ser um espaço de acolhida, escuta, comunhão e missão, capaz de responder aos desafios contemporâneos e às transformações sociais, culturais e tecnológicas.

O objetivo geral das DGAE é impulsionar uma Igreja sinodal, sustentada pela Palavra e pelos sacramentos, formada por comunidades de discípulos missionários, comprometidas com a opção preferencial pelos pobres e orientadas para a plenitude do Reino de Deus.

Organizado em seis capítulos, o documento aborda a Igreja como lugar do encontro com Cristo, a escuta dos sinais dos tempos, o discernimento sinodal, o protagonismo de todo o Povo de Deus na missão e os compromissos concretos para fortalecer a comunhão, a participação e a missão. Entre os desafios apontados estão o individualismo, a desinformação, os impactos do mundo digital e da inteligência artificial, a violência e o enfraquecimento dos vínculos comunitários.

As Diretrizes também destacam a necessidade de promover a conversão das relações, dos processos e dos vínculos, fortalecendo os espaços de participação, os conselhos pastorais, a comunicação e a cultura do cuidado. O documento reafirma ainda o compromisso com o diálogo ecumênico, o Pacto Educativo Global e a presença missionária nas periferias existenciais.

Em sintonia com o Jubileu da Esperança, a CNBB convida as comunidades a permanecerem fiéis ao mandato missionário de Jesus, confiantes na promessa: “Ide… eu estarei convosco todos os dias” (Mt 28,19-20). A Igreja é chamada a manter sua tenda sempre aberta, como espaço de acolhida, cuidado, liturgia e geração de vida.

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