Notícia

A REPAM-Brasil realizou um encontro nacional com representantes das articulações regionais e comitês locais para dialogar sobre os desafios, as ações e os aprendizados construídos ao longo do ano nos territórios amazônicos.

O espaço foi marcado pela escuta sensível e pela partilha fraterna. As lideranças relataram os impactos cada vez mais severos da crise climática, que têm atingido diretamente os quintais produtivos, a segurança alimentar, a saúde das comunidades e, de forma particular, a vida das mulheres e crianças.

Entre relatos de seca, queimadas e contaminação por agrotóxicos, emergiram também a força, a resistência e a esperança de quem defende a vida todos os dias. Os testemunhos mostraram que, mesmo diante do fogo, da violência e da destruição, permanece viva a decisão de cuidar do território e de afirmar direitos.

O diálogo sobre a COP30 possibilitou uma compreensão mais profunda dos bastidores das negociações climáticas e reforçou a urgência de garantir a presença e a incidência dos povos da Amazônia nesses espaços. Ao chegarmos em Belém, terra da COP, assumimos novamente nossa missão: defender a vida, as águas, as florestas e os territórios, fortalecendo as vozes que historicamente têm sido silenciadas.

O encontro também evidenciou a participação crescente da juventude, sinal de continuidade e de futuro para a luta socioambiental na região.

Seguimos firmes na teimosia da esperança, certos de que a REPAM, com sua vocação de atuar em rede, continuará a conectar realidades, fortalecer articulações e sustentar a certeza de que somos um só corpo na Amazônia — e não estamos sós.

Destacamos, ainda, a presença próxima e fraterna de Arlete nos territórios, conduzindo o processo de escuta e colheita dos resultados. Seu testemunho renovou o compromisso pastoral e comunitário com a justiça socioambiental e com o cuidado da Casa Comum.

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