No Dia Internacional da Biodiversidade, especialistas e organizações socioambientais reforçam o alerta sobre a perda acelerada da diversidade biológica no planeta, especialmente em territórios estratégicos como a Amazônia.
Dados do relatório Amazon Assessment Report 2025 apontam que a floresta amazônica já perdeu cerca de 18% de sua cobertura original, enquanto outros 38% apresentam sinais de degradação ambiental, afetando diretamente o equilíbrio climático, os rios, a segurança alimentar e a sobrevivência de milhares de espécies.
Pesquisas também demonstram que as mudanças climáticas, o desmatamento, as queimadas e a mineração ilegal vêm acelerando o desaparecimento de espécies e a destruição de ecossistemas inteiros. Um levantamento internacional publicado em 2025 revelou que áreas impactadas pela ação humana possuem, em média, 20% menos espécies do que áreas preservadas.
Na Amazônia, cientistas alertam que o avanço da degradação pode aproximar a floresta de um ponto de não retorno, comprometendo a biodiversidade, o regime das chuvas e a estabilidade climática em escala global.
Para a REPAM-Brasil, proteger a biodiversidade significa defender a vida, os territórios e os povos tradicionais que historicamente cuidam da floresta.
“A biodiversidade não é apenas um patrimônio natural. Ela representa a própria continuidade da vida, dos povos e da Casa Comum. Defender a Amazônia é defender o futuro da humanidade”, afirma Dom Evaristo Pascoal Spengler, presidente da REPAM-Brasil.
A Rede reforça que o cuidado com a biodiversidade exige compromisso coletivo, políticas públicas efetivas e o fortalecimento das comunidades que vivem e protegem os territórios amazônicos.

