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A cidade de Santa Marta, na Colômbia, foi palco de um importante encontro internacional que resultou em um documento de interesse global sobre a transição para o abandono dos combustíveis fósseis. A conferência reuniu representantes de mais de 50 países, além de povos indígenas, sociedade civil, cientistas e lideranças políticas, em um esforço coletivo para enfrentar uma das principais causas da crise climática: a dependência dos combustíveis fósseis.

O documento destaca a necessidade de reorientar o debate climático, que historicamente tem focado apenas nas emissões, para incluir também suas causas estruturais. Nesse sentido, propõe caminhos concretos para a construção de sistemas energéticos sustentáveis, baseados em fontes renováveis e em modelos econômicos mais justos e solidários.

Entre os principais pontos, está o reconhecimento de que a transição energética não pode ser apenas tecnológica, mas deve ser também social, econômica e política. O texto enfatiza a importância de uma “transição justa”, que considere as desigualdades entre países e garanta proteção às populações mais vulneráveis, especialmente aquelas que já sofrem os impactos das mudanças climáticas.

Outro aspecto central é a valorização do protagonismo dos povos indígenas e comunidades tradicionais, que denunciam os impactos do modelo extrativista e reivindicam participação efetiva nas decisões sobre seus territórios. O documento também aponta para a necessidade de fortalecer a cooperação internacional, reformar sistemas financeiros e promover políticas públicas que viabilizem essa mudança de paradigma.

Para a REPAM-Brasil, esse processo dialoga diretamente com os princípios da Ecologia Integral e com a defesa da vida nos territórios amazônicos. A transição energética, quando orientada pela justiça socioambiental, torna-se um caminho essencial para enfrentar as crises climática, social e humanitária que atingem de forma mais intensa os povos da Amazônia.

Diante desse cenário, o chamado que emerge de Santa Marta é claro: é preciso agir com urgência, responsabilidade e compromisso coletivo para construir um futuro em que a vida, em todas as suas formas, esteja no centro das decisões.

Confira o documento aqui: http://repam.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Santa-Marta-Summary.pdf

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