Entre os dias 2 e 8 de agosto de 2025, Brasília (DF) será novamente palco de um dos momentos mais potentes da luta pelos direitos dos povos originários: a IV Marcha das Mulheres Indígenas. Com concentração, atividades e atos no Complexo Cultural Funarte, o encontro reunirá milhares de mulheres indígenas de todo o Brasil em defesa dos seus corpos-territórios, da vida e da Mãe Terra.
Com o tema “Nosso Corpo, Nosso Território: Somos as Guardiãs do Planeta Pela Cura da Terra”, a marcha será realizada juntamente com a 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, promovida pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), em parceria com os Ministérios dos Povos Indígenas e das Mulheres.
A REPAM-Brasil estará presente na mobilização do dia 7 de agosto (quinta-feira), das 9h às 12h, na Esplanada dos Ministérios, reforçando seu compromisso com a luta das mulheres indígenas pela justiça socioambiental. A concentração acontecerá na Funarte. Traga seu maracá e junte-se a essa marcha histórica!
A Marcha das Mulheres Indígenas é o maior encontro de mulheres indígenas do Brasil e ocorre a cada dois anos na capital federal. Nesta edição, conta com a presença ativa da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), por meio da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab), fortalecendo o protagonismo das mulheres amazônidas.
Mais do que um evento, a marcha é um ato político de resistência e afirmação. Ela visibiliza a diversidade cultural dos povos originários, a força das lideranças femininas e as urgências históricas de seus territórios. As mulheres indígenas marcham por igualdade de direitos, acesso à saúde, educação, justiça, oportunidades econômicas e pela proteção das suas terras e recursos naturais, constantemente ameaçados.
Desde 2019, quando reuniu mais de duas mil mulheres de todos os biomas na primeira edição, a Marcha tem crescido em número e relevância. Em 2021, foram cerca de 5 mil mulheres de mais de 150 povos. Em 2023, mais de 6 mil indígenas ocuparam a capital, fazendo ecoar suas vozes por justiça, memória e futuro.
A REPAM-Brasil se une a esse chamado das mulheres indígenas, reconhecendo a importância de sua luta como expressão viva da Ecologia Integral e do Bem Viver. Marchar é semear esperança e reconstruir caminhos de justiça para todos os povos da floresta.

