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A Amazônia está sob ataque. O governo brasileiro e seus órgãos autorizadores abriram caminho para a perfuração de petróleo na Foz do Rio Amazonas, violando direitos, ameaçando vidas e escolhendo um modelo de morte em plena emergência climática. Enquanto o mundo clama por transição justa, o Brasil aprofunda a fronteira fóssil no coração da maior floresta tropical do planeta. 

Vimos a público denunciar que não fomos consultados. A Convenção 169 da OIT foi ignorada. As decisões foram tomadas sem escuta, sem transparência e sem respeito aos povos que habitam, cuidam e protegem esses territórios. Querem perfurar o mar onde tiramos nosso alimento, nossa cultura, nossa cura e nossa história. Querem calar populações inteiras em nome de um “desenvolvimento” que enriquece poucos e sacrifica muitos. 

“Estamos indignados. Estão decidindo por nós, contra nós.” 

Joana Serrão — Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (Santarém, PA) 

“Nossos berçários, nossos manguezais, nossas espécies e nossas vidas estão ameaçadas. O Estado brasileiro não está tendo compromisso com o povo, e sim com o grande negócio. Em nome de um falso desenvolvimento, querem destruir nossa soberania alimentar, nossa cultura e nosso modo de vida. A consulta prévia não existiu. Estão falando sobre nós, sem nos ouvir.” 

“A consulta prévia foi ignorada. É vergonhoso e inaceitável.” 

Victor Paiva — Diocese de Castanhal  

“Mesmo com articulação popular, pesquisas e o território dizendo NÃO, o governo decidiu impor o petróleo na Amazônia às vésperas da COP30. É uma violação clara da Convenção 169. Esse projeto não traz vida: ameaça o mar, os mangues e o nosso futuro.” 

“Se o mar adoece, nós adoecemos.” 

Ma. Adenilse Borralhos Barbosa, Movimento de mulheres da Comunidade Espírito Santo Tauá – PA   

“Nossa alimentação, nossa saúde, nossos animais e nosso ambiente estão em risco real. O mar é nossa vida, nossa medicina, nossa cultura. Um vazamento destrói tudo, e não há volta. Abrir um poço de petróleo na foz do Amazonas é ferir nossos corpos. Não aceitaremos ser sacrificados.” 

Dom Antônio de Assis Ribeiro, – Bispo de Macapá (AP) 
“A Amazônia não pode continuar pagando com vidas, territórios e futuro o preço de decisões tomadas sem escuta e sem responsabilidade. Explorar petróleo na foz do Amazonas, em plena emergência climática, é escolher o lucro imediato e condenar as próximas gerações. Tudo está interligado: ferir a Amazônia é ferir a humanidade.” 

Denunciamos: 

  • não há justiça climática com novas fronteiras de petróleo; 
  • não há Amazônia viva silenciando seus povos; 
  • não há transição energética perfurando o mar; 
  • não há solução climática sem territórios livres e respeitados. 

A REPAM acompanha os territórios, denuncia a violação de direitos e reafirma: estamos junto aos povos da Amazônia na defesa da vida e da Casa Comum. Nenhuma política ambiental é legítima quando passa por cima dos povos que habitam e protegem o território. 

Enquanto o Brasil tenta se apresentar ao mundo como exemplo climático, a realidade nos territórios diz o contrário. A Amazônia não é zona de sacrifício. Queremos respeito, queremos vida, queremos justiça. 

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