A mineradora canadense Belo Sun teve revogado o contrato que permitia a implantação de sua megamina de ouro na Volta Grande do Rio Xingu, no Pará, sobreposto a um assentamento da reforma agrária. Em julho, a Justiça Federal confirmou a anulação do contrato de concessão de uso firmado em 2021 entre a empresa e o Incra.
Recentemente, o Tribunal de Justiça do Pará adiou a reintegração de posse do acampamento de trabalhadores sem-terra e indígenas, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado, que solicitou a federalização do processo. O MP-PA e defensores dos acampados pedem a suspensão do despejo até que não haja mais possibilidade de recurso.
O Projeto Volta Grande é alvo de críticas por seus impactos socioambientais, especialmente por se localizar próximo ao Rio Xingu e a áreas indígenas e ribeirinhas. Mais de 90 famílias acampadas reivindicam o assentamento pelo governo federal, após anos de omissão do Incra.
Em nota, a Belo Sun afirma que cumpriu os requisitos legais e mantém sua defesa judicial, enquanto o Incra confirma que atua para proteger os direitos das famílias e mediar a situação.

