Projeto “Água para Produzir, Alimentar e Permanecer”, financiado pela Diocese de Estocolmo, beneficia mulheres agricultoras e extrativistas do Território Campestre, em Timbiras (MA)
A Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil está desenvolvendo, no Território Campestre, município de Timbiras, no Maranhão, o projeto “Água para Produzir, Alimentar e Permanecer”, iniciativa financiada pela Diocese de Estocolmo e voltada ao fortalecimento da segurança alimentar, da autonomia produtiva e da permanência digna das famílias em seus territórios.
O projeto tem como foco o acesso sustentável à água e o fortalecimento da produção agroecológica, especialmente a partir do protagonismo das mulheres agricultoras e extrativistas da região.
Uma das primeiras etapas da iniciativa foi a perfuração de um poço semiartesiano, já concluída com sucesso e com boa disponibilidade de água. A estrutura da caixa-d’água está em fase de finalização e permitirá avançar na implantação do sistema de armazenamento e irrigação. A horta comunitária também já começou a ser estruturada, antecipando parte das ações previstas pelo projeto.
Água para produzir e permanecer
A iniciativa busca garantir condições mais adequadas para que as comunidades possam manter a produção de alimentos mesmo durante os períodos de estiagem, contribuindo para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e fortalecer a permanência das famílias no território.
Além da perfuração do poço e da implantação do sistema de irrigação, o projeto prevê o fortalecimento da produção agroecológica e dos sistemas agroflorestais, ampliando o cultivo de hortaliças e de outros alimentos saudáveis a partir do manejo sustentável do solo e da água.
O projeto também contempla ações de formação em práticas agroecológicas adaptadas às mudanças climáticas, organização coletiva da produção e comercialização solidária dos excedentes.



Mulheres no centro da iniciativa
Diretamente, o projeto envolve dez mulheres extrativistas e agricultoras, organizadas em uma rede de economia solidária e responsáveis pela produção agroecológica e pela gestão da horta comunitária.
Ao fortalecer o trabalho dessas mulheres, a REPAM-Brasil contribui para ampliar sua autonomia produtiva, favorecer a geração de renda e reconhecer seu papel fundamental no cuidado com o território, na produção de alimentos e na proteção dos modos de vida das comunidades.
Os impactos, porém, vão além do grupo diretamente envolvido. A expectativa é beneficiar aproximadamente 360 famílias das comunidades do território, por meio da ampliação da produção de alimentos saudáveis, do fortalecimento da segurança alimentar e da circulação de produtos agroecológicos.
Jovens, lideranças comunitárias e outras famílias agricultoras também poderão participar das atividades formativas e multiplicar as práticas agroecológicas e de manejo sustentável da água em seus próprios espaços produtivos.
Com o projeto “Água para Produzir, Alimentar e Permanecer”, a REPAM-Brasil reafirma seu compromisso com os povos e comunidades dos territórios, articulando o cuidado com a Casa Comum, a justiça socioambiental, a segurança alimentar e o fortalecimento de iniciativas construídas a partir das realidades locais.

