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A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) participou, nesta segunda-feira (15), de uma audiência na Secretaria-Geral da Presidência da República para debater estratégias de prevenção e enfrentamento à estiagem prevista para a Amazônia no segundo semestre de 2026.

O encontro reuniu representantes do governo federal e da sociedade civil com o objetivo de fortalecer a articulação interinstitucional diante dos impactos crescentes das mudanças climáticas sobre os territórios amazônicos, especialmente em um cenário de agravamento dos eventos extremos.

A audiência contou com a participação de representantes da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas (SNDSAPP/SG/PR), da Casa Civil da Presidência da República e do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Representando a REPAM-Brasil, participaram Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas (TO) e vice-presidente da Rede, e Melillo Dinis, consultor jurídico da organização.

A REPAM-Brasil vem acompanhando e incidindo sobre o tema desde 2023, quando os primeiros sinais do agravamento da crise climática na Amazônia evidenciaram a necessidade de ações coordenadas, permanentes e territorializadas para prevenir e mitigar os impactos da seca extrema sobre as populações amazônicas.

Durante a reunião, a Rede reforçou a importância da construção coletiva de estratégias que integrem os saberes e as experiências das comunidades locais, das organizações da sociedade civil e dos órgãos governamentais, buscando respostas efetivas para proteger os povos indígenas, as comunidades tradicionais e os demais grupos vulnerabilizados.

A expectativa é que o diálogo contribua para o fortalecimento de mecanismos de prevenção, resposta emergencial e adaptação climática, considerando a dimensão e a complexidade dos desafios enfrentados pela região amazônica.

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